Desaparecimento de indigenista e jornalista do The Guardian reforça críticas contra o governo Bolsonaro

'O Brasil de Bolsonaro dá licença política e moral para que atividades predatórias se reproduzam a luz do dia, especialmente na Amazônia', diz Greenpeace.
Terça-Feira, 07 de Junho de 2022 - 11:46

Autor: Emerson Barbosa

A polícia federal ainda não tem certeza, mas o histórico violento envolvendo, inclusive ameaças contra o jornalista do The Guardian, Dom Phillipe e o indigenista da Fundação Nacional do Índio (Funai), Bruno Araújo Pereira levou a detenção de dois suspeitos. Os homens seriam pescadores e foram identificados apenas pelo codinome: “Jairo e Churrasco”. Ainda segundo informação, existe mais um suspeito que a polícia espera deter em pouco tempo.

Os homens podem estar envolvidos no desaparecimento do indigenista e do jornalista inglês que sumiram na região do Vale do Javari, em Atalaia do Norte Amazonas. Os acusados prestam depoimento neste momento. Testemunhas disseram que o sumiço ocorreu no trecho de uma comunidade chamada São Rafael no município de Atalaia.

Existe o relato que no sábado (04) um dos dois suspeitos chegou a ir no local em que o jornalista e o indigenista estavam. Eles teriam sido ameaçados. Com a intensificação das buscas pela Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento e vai participar das apurações.

A Marinha do Brasil também deve participar das buscas. O sumiço dos profissionais reforçou as críticas das instituições como o Greenpeace contra o governo de Jair Bolsonaro. A ONG destacou que “o Brasil de Bolsonaro dá licença política e moral para que atividades predatórias se reproduzam a luz do dia, especialmente na Amazônia”, diz Greenpeace.

Fonte - ƒ NewsRondonia

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