Em quase dois anos de execução, Programa `Mamãe Cheguei´ contemplou mais de seis mil recém-nascidos com kit enxoval, em Rondônia

Mais de seis mil mães já receberam o kit enxoval do Programa “Mamãe Cheguei”
Sexta-Feira, 03 de Junho de 2022 - 17:07

Autor - Veronilda Lima

Aos 18 anos, residente em Ariquemes, Ellainy Caroliny foi uma das primeiras beneficiárias do Programa “Mamãe Cheguei”, criado em 2019 e executado a partir de julho de 2020 pelo Governo de Rondônia, por meio da Secretaria da Assistência e do Desenvolvimento Social – Seas, com o objetivo de incentivar as consultas do pré-natal, valorizar as ações da assistência ao pré-natal, parto e nascimento, bem como contribuir com a diminuição da mortalidade materna e neonatal em Rondônia.


Foto - Daiane Mendonça, Frank Néry, Ésio Mendes e Fernanda Fabem

Desde sua criação, o programa já contemplou com um kit enxoval 6.274 grávidas, dos 52 municípios rondonienses, inscritas no Cadastro Único – CadÚnico. O investimento do Poder Executivo foi de R$ 1.493.588 (um milhão, quatrocentos e noventa e três mil e quinhentos e oitenta e oito reais) com a aquisição dos kits compostos por 19 itens, cada.

Hoje com 20 anos, mãe de Maria, de 1 ano e 8 meses, Ellainy conta que o kit recebido, aos sete meses de gestação foi muito importante, pois na época ela morava com a mãe e nada recebia do pai da filha. “Eu me virei como pude, sobrevivendo com o auxílio emergencial e a ajuda da minha mãe. Hoje, recebo pensão e bolsa família (Auxílio Brasil) e cuido dela sozinha na minha casa, que minha mãe arrumou”.


Foto - Daiane Mendonça, Frank Néry, Ésio Mendes e Fernanda Fabem

Fernanda Fabem, de Cacoal, recebeu o kit enxoval em 2021 para a filha Melissa, hoje com 10 meses de vida

Outra beneficiária de Ariquemes, também no ano de 2020, foi a dona de casa, Cleidiany Mendes da Silva. Na época, com nove meses de gestação, ela afirmou que o kit mudou a realidade da família por conter todos os itens necessários a um recém-nascido.

Mãe de Mirella, de 4 anos, a dona de casa, que mora em Cacoal, Fernanda Fabem Brandão, de 27 anos, recebeu o kit em julho do ano passado, quando faltava apenas uma semana para dar à luz a Melissa, hoje, com 10 meses.

“O kit foi uma benção. Me ajudou muito, assim como ajudou e ainda ajuda a todas as mamães que o recebem. Passei por um momento muito feliz na gravidez com o recebimento deste kit”, disse Fernanda Fabem, ressaltando que ainda hoje a filha usa alguns itens, como blusinhas e calças compridas.

“Recomendo todas as grávidas a realizarem o pré-natal corretamente para terem seus filhos com mais dignidade, sem riscos, e para receberem este apoio tão importante, que é o kit enxoval”, completou a dona de casa.

Entre as beneficiadas com um kit enxoval neste ano, em Porto Velho, está Gicelia Costa, mãe de Igor, com pouco mais de um mês de vida. Ela afirma que o kit é muito bom; vem completo, com tudo que é necessário para um recém-nascido. “Tem até a banheira e a bolsa. Fui muito abençoada, ainda mais nessa crise que vivemos. Gostei da ideia da Seas porque muitas mães ficam ansiosas esperando o enxoval porque não podem comprá-lo”.


Foto - 
Daiane Mendonça, Frank Néry, Ésio Mendes e Fernanda Fabem

Gicelia destacou que o kit contém todos os itens necessários para um recém-nascido

“Para quem não tinha praticamente nada, esse kit é um presentão. É uma iniciativa muito boa e que faz a diferença para as famílias que estão passando por um momento de dificuldade, que não têm muitas condições”, afirmou Taís dos Santos, hoje com 24 anos, ao receber o kit também em 2021, quando estava grávida de Vitória.

O kit “Mamãe Cheguei” é composto por banheira, fraldas descartáveis, roupas, um travesseiro, um jogo de lençol com três peças, dez fraldas de tecido, três jogos de pagãos, um macacão longo, um macacão curto, três conjuntos de camisetas sem manga e mijão, além de quatro pares de meia, um cueiro, uma toalha de banho com capuz, uma bolsa maternidade, três camisetas sem manga, um sabonete para bebê em barras, três sapatinhos, duas fitas adesivas, duas calças plásticas nº 3 e duas calças plásticas nº 2.

O programa foi criado pela Lei nº 4.700, de 12 dezembro de 2019 e regulamentado pelo Decreto nº 24.640, de 30 de dezembro do mesmo ano, a partir da constatação de que no Estado havia grande índice de gravidez na adolescência, de partos cesarianos e ausência de pré-natal, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Isso ocorre quando faltam políticas públicas efetivas nas áreas onde se concentra grande número de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Coordenado pela Seas, o programa é executado por meio de ações integradas entre as Secretarias Municipais de Assistência e Secretarias Municipais de Saúde, com atividades voltadas às gestantes em situação de vulnerabilidade social e financeira, previamente inscritas no CadÚnico e acompanhadas pelos serviços socioassistenciais continuados da proteção social básica nos Centros de Referência de Assistência Social – Cras.

Fonte - 025-SECOM - GOV/RO

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