A hecatombe humana - por Marquelino Santana

As peculiaridades estetizantes de viver bem e para o bem, estão sendo asfixiadas pela arrogância ególatra do homem e pela depreciação estigmatizante das culturas milenares.
Domingo, 29 de Maio de 2022 - 10:40

Autor: Marquelino Santana

O alijamento espúrio da essência axiológica da humanidade resulta de forma injuriosa na ruptura afrontosa das relações existenciais do homem com a terra. A derrocada dessas dilacerações depreciadoras do bem viver provoca a dissipação do arquétipo humano e o calabouço delituoso da liberdade.

A devassidão estereotipada da vida ceifa a memória coletiva, extermina saberes e fazeres originais, e culmina na penumbra e escombros da substância ontológica da alma humana.

As peculiaridades estetizantes de viver bem e para o bem, estão sendo asfixiadas pela arrogância ególatra do homem e pela depreciação estigmatizante das culturas milenares.   

A morte em vida esmaece no colo da terra mãe, a segregação socioespacial avança de forma desenfreada, enquanto a desmesurada exaltação dos sentidos é profundamente abnegada e abominada pela absurdez do ódio humano em ascensão.  

A bisbórria e malevolência do homem e a sua insignificante insistência em degradar de maneira desditosa a natureza e o bem viver, é certamente, promover o advento dos cortejos florestais e cavar a fúnebre cova da hecatombe humana.

Marquelino Santana é doutor em geografia, pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas, Modos de Vida e Culturas Amazônicas – Gepcultura/UNIR e pesquisador do grupo de pesquisa Geografia Política, Território, Poder e Conflito da Universidade Estadual de Londrina – UEL.  

Fonte - ƒ Marquelino Santana

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