Moda sustentável e consumo consciente transformam a indústria têxtil

Marcas investem cada vez mais em confecção sustentável e os consumidores aderem ao conceito de consumo consciente para reduzir os impactos no meio ambiente.
Quarta-Feira, 26 de Janeiro de 2022 - 15:12

De acordo com dados divulgados pela ONU Meio Ambiente, a moda é responsável por gerar entre 8% e 10% das emissões globais de gases do efeito estufa e liberar 500 mil toneladas de microfibras sintéticas nos oceanos todos os anos.

Os números expressivos se dão pelo modelo de consumo fast fashion que vai contra a sustentabilidade e é bastante popular hoje em dia. A forma acelerada de comprar, que significa “moda rápida”, ganhou força nos anos 1990 a partir da criação de lojas com preços baixos. Com isso, a produção da indústria têxtil passou a ser mais veloz e as peças apresentarem baixa durabilidade. 

O cenário atual fomenta o debate sobre os impactos que a indústria da moda provoca no planeta. Não é à toa que conceitos como consumo consciente e moda sustentável têm aparecido cada vez mais na produção de roupas de grandes marcas como Oficina Reserva, Nike e Stella McCartney. Itens confeccionados com materiais mais resistentes, como camisa em algodão pima, por exemplo, podem ser utilizados durante muito tempo e ajudam a diminuir o consumo.

O que faz a moda sustentável

O mundo da moda vem gradualmente buscando alternativas para frear o crescimento dos números de alto impacto ao meio ambiente. O conceito conhecido como moda sustentável ou eco fashion, tem como base uma produção que visa diminuir o impacto ambiental.

Uma das medidas tomadas é o uso de materiais duráveis capazes de atribuir mais qualidade às peças. Ao contrário do fast fashion, na moda sustentável a ideia é adquirir roupas que sobrevivem ao tempo e diminuam a necessidade de comprar itens novos de forma desenfreada.

Segundo a Forbes, em média, as peças de fast fashion são utilizadas menos de cinco vezes e geram 400% mais emissões de carbono do que as roupas produzidas de forma sustentável.

Além do uso de materiais naturais, há outros métodos utilizados nesse conceito, como a aplicação de colas menos tóxicas, para que não haja poluição dos oceanos, reutilização de tecidos e uso de matéria-prima eco-friendly que consome menos recursos em sua produção.

Consumo consciente: o que é?

Enquanto a moda sustentável diz respeito aos métodos de produção, o consumo consciente tem a ver com as preferências do cliente. Basicamente, esse conceito se manifesta quando a pessoa que compra os produtos se preocupa com o meio ambiente e questões sociais que envolvem a confecção.

Dessa forma, o consumidor com esse raciocínio busca peças de roupas com materiais sustentáveis e de qualidade que, além de oferecer durabilidade, possam ter características atemporais de design para resistir às tendências e ao ciclo de substituição típico da moda.

Outro detalhe importante do consumo consciente é a preocupação de não descartar as roupas rapidamente e usá-las por um longo período de tempo, evitando a fast fashion.

Por onde começar?

O primeiro passo para quem deseja aderir ao consumo consciente no dia a dia é analisar as peças presentes no guarda-roupa. Se o número é suficiente para as atividades rotineiras, vale a pena avaliar bem se há necessidade de se fazer uma nova compra. O item realmente será usado ou será apenas uma compra por impulso?

De volta ao guarda-roupa, vale deixar apenas os itens que são usados com frequência, retirando os demais. Uma dica é realizar um bazar para vender as peças que foram deixadas de lado ou ainda fazer uma doação para quem precisa. Fazer as roupas velhas circularem em outras mãos também é uma atitude consciente e sustentável.

Além dessas dicas, é possível ainda se atentar à postura das marcas diante da moda sustentável. Assim, adere-se ao conceito por completo.

Fonte - assessoria

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