COP-26 e a indústria da moda com destaque para Txai Suruí – Por Emerson Barbosa

Conhecida como a grande dama da moda britânica, Vivienne Westwood, levou para o evento a exposição “O Futuro da Moda” numa parceria com Stella McCartney.
Quinta-Feira, 18 de Novembro de 2021 - 14:21

O cenário dos grandes discursos em torno do meio ambiente como foi a COP-26 em Glasgow, na Escócia que tratou durante duas semanas buscar estratégias para frear o aquecimento global, também teve espaço para a moda sustentável, ou pelo menos a apresentação didática daquilo que algumas empresas já se anteciparam, afinal, hoje vale o politicamente correto.

Pelo tapete dos debates em torno de ações que a todo custo visavam corrigir erros provocados pelo homem ao planeta, personalidades e companhias aproveitaram o gancho para deixar em evidencia as suas marcas.

Pelo menos 130 empresas de moda afirmaram que irão trabalhar para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, responsável pelo desequilíbrio do efeito estufa.

Conhecida como a grande dama da moda britânica, Vivienne Westwood, levou para o evento a exposição “O Futuro da Moda” numa parceria com Stella McCartney. A modista é conhecida por elaborar projetos que englobam o estilo sustentável dilatado no seu famoso bordão em 2013: “compre menos, escolha bem, faça durar”.

Entre as marcas brasileiras que mais mostram responsabilidade ambiental, a Malwee apresentou o projeto “Malwee Transforma” que incluirá a partir de 2022 a fabricação de peças usando pouca energia elétrica, água com reciclagem upcycling que nada mais é que “retransformar” o que seria descartado em uma nova peça, útil e valorizável.

Mesmo com intensões a ser implementadas na pratica pelas empresas mundiais, a maior representativamente da COP-26 foi a ativista indígena e estudante de direito da Universidade Federal de Rondônia (Unir) Txai Suruí, filha dos ambientalistas Almir Suruí, líder do Povo Suruí de Cacoal e Ivaneide Bandeira da Ong Kanindé.

A representatividade de Txai não ficou apenas no imponente discurso em que criticou a falta de ação do governo brasileiro para frear o desmatamento na Amazônia, com foco também nas ameaças aos indígenas, a própria vestimenta usada por Txai na aberturada da COP-26 procurou dar o recado, que é urgente o respeito por aqueles que de fato tem mantido a floresta amazônica de pé, a comunidade indígena.

Fonte - News Rondônia

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