Chega ao fim o drama de familiares da brasileira que morreu esquecida no deserto; corpo foi enterrado em Ouro Preto D’Oeste

Em cortejo o corpo passou em frente ao hospital da cidade onde Lenilda trabalhou até se aventurar em busca de melhores condições de vida.
Terça-Feira, 16 de Novembro de 2021 - 09:45

Na entrada do município do Vale do Paraiso, familiares e amigos aguardavam desde as primeiras horas da manhã de segunda-feira (15) a chegada do corpo da técnica de enfermagem Lenilda dos Santos, a rondoniense que morreu esquecida no deserto quando tentava atravessar a fronteira do México com os Estados Unidos.

Em cortejo o corpo passou em frente ao hospital da cidade onde Lenilda trabalhou até se aventurar em busca de melhores condições de vida. Mas foi na quadra de uma escola que familiares, amigos e conhecidos puderam prestar o último adeus.

Cartazes com fotos de Lenilda descreviam passagens de momentos importantes da vida dela. Uma amiga de Lenilda descreveu o momento como triste e ao mesmo tempo de alivio. “A família sofre muito, além do mais conforta saber que o corpo agora estar aqui e pode ter um descanso final”, disse.

Apesar de morar no município de Vale do Paraíso, distante 350 km da capital Porto Velho, Lenilda seria enterrada ao lado do pai em Ouro Preto D’Oeste (RO) nesta terça-feira (16).

A rondoniense Lenilda dos Santos, 49 anos foi encontrada morta no dia 16 de setembro, após dar início à travessia juntamente com um grupo de pessoas próximas a fronteira do México com os Estados Unidos. A saga começou no dia 7 de setembro. O corpo estava numa área do deserto do estado do Novo México, próximo da fronteira dos EUA. A polícia acredita que Lenilda tenha morrido dois dias antes da data que foi encontrada.

O corpo estava ao sul de Deming no Condado de Luna, a cerca de 400 metros de uma residência. Familiares de Lenilda confirmaram para policiais que ela chegou a ligar dizendo que estaria separada do grupo, que sentia muita sede e que temia morrer.

Lenilda era técnica de enfermagem no município do Vale do Paraíso, tinha duas filhas e tentava se estabelecer em Ohio onde tinha familiares. Ainda de acordo com a família, a vítima enviou a sua localização, porém não foi compartilhada com a polícia durante três dias. Sem água e comida, Lenilda, segundo a família morreu esquecida por amigos de infância no deserto. 

Fonte - News Rondônia

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