Estudantes conhecem potencialidades turísticas de Porto Velho e os caminhos de Rondon

Eles conheceram o ponto (indicado por placa) onde havia uma enorme samaúma que encantou o escritor brasileiro Mário de Andrade em 1927, e no qual posou para uma foto.
Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2021 - 12:00

De 5 a 27 de outubro, em média duas escolas por dia enviaram alunos do 3º ano, ao Memorial Rondon, na Estrada de Santo Antônio. Durante sete meses, 13 escolas de Porto Velho levaram 840 alunos ao memorial, onde, mais uma vez, o sargento do Exército Antero Ribeiro de Andrade contou-lhes aspectos históricos e geográficos de Rondônia.

Nesse espaço aberto para visitação, de terça-feira a domingo, a Superintendência Estadual de Turismo e a Secretaria estadual de Educação (Seduc) encerraram na manhã de hoje, 27, o projeto Turismo Educativo, promovido pelo Governo Estadual. A maioria nunca esteve ali.

Atentos, os aproximadamente, 40 alunos do terceiro ano do Instituto Estadual de Educação Carmela Dutra, acompanharam as explicações do guia. Foram até a barranca do Rio Madeira, tiraram fotos em frente à Capela Santo Antônio de Pádua, cuja primeira missa fora celebrada em 1913. Souberam ainda que existe outra semelhante na antiga Colônia Agrícola do Iata, no município de Guajará-Mirim.

Eles conheceram o ponto (indicado por placa) onde havia uma enorme samaúma que encantou o escritor brasileiro Mário de Andrade em 1927, e no qual posou para uma foto. Ele escreveu o livro O Turista Aprendiz , a “descoberta” de remotas regiões do Brasil, bem como de seus habitantes, manifestações culturais e religiosas do norte e nordeste do País.

Ao som da Banda Musical da Polícia Militar, o ato teve hasteamento das bandeiras do Brasil, de Rondônia e de Porto Velho no terreno em frente à Avenida José Bispo de Morais, a principal desse lugar, com as presenças do superintendente estadual de turismo, Gilvan Pereira; da secretária estadual adjunta de educação, Cristiane Lopes; e da coordenadora regional de educação em Porto Velho, Ana Cristina Leandro.

No final da visita, coube aos professores Lourismar Barroso, autor do livro Rondon –  Uma vida dedicada ao Brasil. e aos professores Almir Ramos Filho (geografia), Hagner Malon (história) e Youssef (geografia) levar os alunos ao memorial e adjacências, na estrada de Santo Antônio. 

Dentro do memorial, entusiasmado, Barroso disse: “Estudei sete anos a vida do marechal Rondon e por onde ele passou, eu também passei”. E foi narrando momentos da vida do pioneiro das comunicações, desde o nascimento em Mimoso, no Pantanal, aos estudos e à sua lendária expedição.

“Aqui vocês ampliaram o conhecimento histórico, incluindo-se temas inéditos, e assim poderão aliar informações ao que já aprenderam”, disse a coordenadora regional de educação da Seduc, Ana Cristina Leandro.

“Desde 2019 impulsionamos as escolas da capital a conhecer atrativos turísticos, e todos no projeto perceberam a importância da inovação cultural”, discursou o gestor da Superintendência Estadual de Turismo, Gilvan Pereira.

“Vocês são do 3º ano e logo entrarão no mercado de trabalho, saibam, então, que nossa história é incrível e pode ser melhor conhecida e trabalhada dentro da atividade turística, ou seja, as visitas até hoje feitas não se limitaram ao Memorial Rondon, mas à locomotiva nº 6, à beira do Rio Madeira, à visão da usina hidrelétrica, ao antigo marco divisório de Mato Grosso e Amazonas; são cartões postais de onde tudo começou”, ele disse.

Gilvan elogiou o trabalho diário do guia de turismo Izaías Gomes, cuja prática aconteceu a partir do aprendizado dele no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e Setur: “Além de conduzir as pessoas aqui neste complexo, ele as leva para o Vale das Cachoeiras e outras belezas que temos no interior do estado”.  Informou, ainda, que a Setur concluirá brevemente o projeto com anuência federal, para oferecer danças e músicas na oca, com a presença dos próprios indígenas de Rondônia. 

SANTO ANTÔNIO

Há anos, Santo Antônio virou bairro de Porto Velho, porém, antes mesmo de ser, no século XIX, era ponto de atracamento dos navios do tipo gaiola. Foi também importante missão jesuíticas liderada pelo padre João Sampaio por volta do século XVIII.

Segundo historiador Alex Palitot, marechal Rondon foi um dos principais incentivadores para a criação daquele que seria até então, um dos mais distantes municípios do Mato Grosso, se usada como referência a capital Cuiabá, a mais de 1.460 quilômetros pela BR-364.

Lembra Palitot:

“Remonta a história de Santo Antônio aos primeiros anseios para a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, quando ali chegaram os engenheiros da Public Works Constrution Company, seguindo-se com a da P&T. Collins, cuja dramática história foi contada com detalhes por Kurt Falkenberg, romance-história “As Botas do Diabo”.

“Era o Município de Santo Antônio do Rio Madeira de uma enorme extensão. Fazia limites com o município de Humaitá no Amazonas nas proximidades ou no igarapé Bate-Estacas e com o de Mato Grosso (Vila Bela da Santíssima Trindade), antiga capital da Província e onde nos tempos coloniais, teve residência os Capitães Generais que desbravaram aquela região, Luiz de Cárceres Pereira e Mello, o engenheiro Domingos Sambucetti, projetista do Forte Príncipe da Beira e Ricardo Franco de Almeida Serra que está sepultado, nas proximidades do rio Pacaás Novos da povoação de Esperidião Marques (Guajará Mirim), onde terminavam os seus limites”.

Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Frank Néry

Fonte - 010 - SECOM - GOV/RO

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.