Justiça de Rondônia faz busca ativa e tenta encontrar família para garotinha Down de 12 anos que sonha em ser adotada

A pequena Yasmin está numa unidade acolhedora de Porto Velho
Quinta-Feira, 14 de Outubro de 2021 - 10:20

Ela é carinhosa, comunicativa, gosta de dançar e aprender coisas novas. Assim, pela descrição da personalidade da Yasmin, uma das milhares crianças brasileiras à espera da adoção, parece não ser difícil imaginar que logo apareçam pessoas interessadas em adotá-la. Mas, por uma simples foto, é possível concluir porque essa espera tem se arrastado por tanto tempo. Yasmin tem 12 anos e um diagnóstico de Síndrome de Down, um perfil que foge à preferência dos interessados na adoção. Com potencial para desenvolver habilidades, Yasmin busca primeiro encontrar uma família, o que tem sido impulsionado com a estratégia da busca ativa. 

A lei prevê que crianças em abrigos devem, preferencialmente, voltar para a família, seja para os pais, sob o cumprimento de condições e acompanhamentos, ou para parentes extensivos como avós e tios. Mas, esgotadas as tentativas de efetivar isso, a alternativa é a adoção, regulada por Lei pelo Sistema Nacional de Adoção. É o caso da Yasmin, que está numa unidade acolhedora de Porto Velho e sonha em ser adotada.

A busca ativa é uma estratégia utilizada pelas equipes de recolocação familiar para crianças com perfis que não há pretendentes cadastrados no Sistema Nacional de Adoção. Os perfis mais buscados são crianças mais novas e sem demandas de saúde, que não encontram muito obstáculo para serem adotadas. Além de crianças com deficiência, como é o caso da Yasmin, grupos de irmãos inseparáveis e outras crianças com demandas com algum tipo de deficiência também encontram dificuldades.

Há pelo menos 3 anos, Yasmin vive em uma das instituições judiciais destinadas ao abrigo de crianças. No local, tem acompanhamento com profissionais que atuam nas terapias necessárias para o desenvolvimento dela e que atestam o potencial da criança para viver uma vida normal, como muitas outras que também têm a síndrome e conseguem estudar e trabalhar na vida adulta, com muita independência, mas que nem sempre contam com a oportunidade que precisam.

Quem se interessar em adotar a Yasmim pode entrar em contato com a Vara de Proteção à Criança e Juventude, pelo telefone 3309 7154, para receber as informações sobre como proceder. 

Fonte - 010 - tj ro

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