Em menos de 80 anos, clima nos estados da região Norte vai aumentar de tal forma que o corpo humano não conseguirá se adaptar

Situação é desesperadora, afirmam pesquisadores
Sexta-Feira, 08 de Outubro de 2021 - 08:33

A preocupação por conta do aumento global da temperatura na terra já não é mais um anuncio soado como grave pelos climatologistas, o pânico pode ser a palavra mais apropriada para destacar o que está por vir nos próximos anos. 

Na região amazônica, onde estão localizados os 7 principais estados que formam a região Norte, Rondônia, Roraima, Acre, Amapá, Macapá, Amazonas e Tocantins, o desmatamento em escala vertiginosa acelera as mudanças climáticas aumentando a exposição do calor.

Estudo publicado esta semana pelos pesquisadores Beatriz Alves de Oliveira, da Fundação Oswaldo Cruz, Marcos Bottino e Paulo Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sendo o último deles, do Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP). O levantamento é parte da primeira análise dos impactos combinado do desmatamento e das mudanças climáticas na saúde humana.

O prognóstico prevê o estresse térmico na Amazônia brasileira. O ritmo atual do desmatamento, associado ao limite da degradação vão impactar até na sobrevivência da espécie humana. Até 2100, o “efeito extremo na saúde” do homem vai atingir pouco mais de 11 milhões de pessoas na região Norte, pessoas que estarão expostas ao limite do estresse térmico.

Para os pesquisadores, isso ocorre quando o corpo do ser humano atinge o limite de adaptação fisiológica. Para ser mais objetivo, as pessoas não mais conseguirão se adaptar ao clima.

Ainda segundo os pesquisadores, no Brasil, os efeitos do desmatamento e das mudanças climáticas já são presentes na vida do brasileiro, principalmente, os valores de aquecimento extremos levantados desde 2003 a 2018.

O estudo também aponta impacto na economia, atingindo os 5.565 municípios, onde 30 milhões de pessoas, estarão entre as mais vulneráveis em consequência da savanização da Floresta Amazônica.

Pelo menos, 42% das pessoas que serão impactadas vivem justamente na região Norte. Diante de um cenário precário e de migração, o diagnóstico é desesperador no tocante ao que reserva as populações dos estados desta parte do Brasil.

Fonte - News Rondônia

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