Brasileiros e peruanos protestam na Ponte da Integração, mas Pedro Castillo ainda não sinaliza permissão por terra para entrar no Peru

A reportagem apurou que a medida tem feito com que peruanos e até mesmo brasileiros cruzem a fronteira pelo rio Acre, despistando as autoridades de segurança daquele país.
Terça-Feira, 28 de Setembro de 2021 - 13:19

Rumores dão conta de que o governo peruano sinaliza para o próximo mês reabrir a fronteira do Peru com o Brasil. Mas por hora, não existe uma data de quando o presidente Pedro Castillo (Peru Livre) autorizará as Forças Armadas a desbloquear o acesso na divisa com o município acreano de Assis Brasil.

Desde abril, de 2020, o Peru e outras nações da América Latina trancaram suas fronteiras por conta da explosão de casos do novo coronavírus no Brasil, desta forma impedindo a passagem por terra e também pelo ar de estrangeiros.

Esta semana, moradores de Assis Brasil e Iñapari, distrito de (Madre de Dios) tomaram a Ponte da Integração. Eles exigiam a reabertura do local pelo governo de José Pedro Castillo que tem mantido em constante vigília por homens das Forças Armadas do Peru.

Os brasileiros reclamam da truculência dos soldados que proíbem a passagem de quaisquer estrangeiros que não estejam a serviço de empresas que transportam mercadorias de um lado ao outro.

 A ordem “é não permitir nenhum tipo de flexibilização, mantendo as exigências estabelecidas em um decreto do governo peruano”, diz o relato de um jornalista que cobriu a manifestação.

A reportagem apurou que a medida tem feito com que peruanos e até mesmo brasileiros cruzem a fronteira pelo rio Acre, despistando as autoridades de segurança daquele país. Por meio de nota, o Consulado informou que “a entrada ao país de forma ilegal é crime e que brasileiros pegos sofrerão sancionais diplomáticas”.

Por outro lado, as medidas de proibição de entrada ao Peru são praticamente inexistentes neste e em todos os piores momentos de pandemia pelo Brasil, justamente o que levou os países da América do Sul fecharem seus portões.

Os manifestantes dos dois lados alegam que o bloqueio tem prejudicado a comercialização entre os municípios que dividem a fronteira. Durante a manifestação, policiais militares e soldados peruanos tentaram ultrapassar o cordão de isolamento tentando um encontro entre eles, mas foram impedidos. Mesmo assim, o protesto ocorreu de forma humanizada. 

Fonte - News Rondônia

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