Balança inteligente permite controle da produção nas pequenas indústrias alimentícias

O equipamento foi desenvolvido com base na tecnologia IoT (Internet das Coisas) pela FITec - Fundação para Inovações Tecnológicas - para o programa Salto Digital.
Segunda-Feira, 06 de Setembro de 2021 - 09:11

Uma balança inteligente – por meio da qual se pode contar quilos de insumos utilizados nos processos produtivos do setor alimentício – pode ajudar as pequenas empresas, como as padarias e confeitarias, por exemplo, a controlar melhor os custos de produção.

Desenvolvida pelos pesquisadores da FITec, que conta com laboratórios em Recife, Campinas, São José dos Campos e Belo Horizonte, a balança inteligente é um módulo IoT (Internet das Coisas) criado para ser conectado à plataforma do Minha Indústria Avançada (MInA). A ferramenta de digitalização, desenvolvida pelo Instituto de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação (ISI-TICs) do Senai no Recife, permite a visualização em tempo real de informações relacionadas à produção dessas pequenas empresas.

“Esse dispositivo possibilitou a conexão de balanças comerciais aos sistemas de gestão e poderá ser utilizado para a conexão de outros instrumentos de medida utilizados em outros setores. O foco é na captação de dados das linhas de produção das micro e pequenas indústrias para transformá-los em informações a serem utilizadas pelos gestores na tomada de decisões, visando a melhorar a qualidade e a produtividade das empresas. O Salto Digital permitiu o controle do que deve ser produzido em função do que é comercializado por essas pequenas empresas, diminuindo perdas e evitando rupturas na produção”, explica Alexandre de Albuquerque, gerente de projetos da FITec.

"A balança inteligente tem potencial para organizar a produção. Para as empresas do segmento de alimentos (padarias, restaurantes, pizzarias etc.), a tecnologia pode ser uma ótima aliada no controle de estoque, prevendo ou dimensionando todas as etapas da produção e ajudando na organização dos processos de compra e distribuição de matérias-primas, por exemplo", explica a gerente da Unidade de Transformação Digital da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Adryelle Pedrosa.

Salto Digital

Foi com pesquisas avançadas - sendo a balança inteligente um dos componentes da solução – que o programa Salto Digital finalizou no início de agosto, com sucesso, a etapa piloto com a introdução de 20 pequenas indústrias do setor alimentício da região metropolitana de Recife na era digital.

A fase piloto cumpriu plenamente o objetivo de validação de uma solução para a transformação digital de micro e pequenas indústrias, com ampla possibilidade de escala para os mais diversos setores industriais. Desta forma, o Salto Digital já está sendo estendido a outras 90 empresas do estado nos segmentos de alimentos, bebidas, confecções e agroindústrias e, posteriormente, será ampliado para todo o Brasil. Pernambuco tem, aproximadamente, 12 mil indústrias, das quais as micro ou pequenas representam 96%.

O foco deste programa é aumentar a eficiência na produção das empresas de micro e pequeno porte com base em suas necessidades específicas e demandas. As micro e pequenas empresas representam 98,5% dos negócios em todo o País e respondem por 27,5% do PIB nacional. O programa Salto Digital está sendo executado pelo Senai e pelo Sebrae de Pernambuco, pela FITec, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pela Agência de Desenvolvimento

Econômico de Pernambuco (AD Diper), com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Especializada no desenvolvimento de equipamentos eletrônicos inovadores, a FITec integrou-se ao programa para promover a melhoria de dispositivos para o acompanhamento industrial e para a análise inteligente dos dados gerados. “O trabalho é muito amplo, pois envolve, além de melhorar o acompanhamento dos progressos produtivos dessas pequenas empresas com indicadores e ferramentas, promover a necessária mudança cultural dos empresários. Nesse projeto específico, foi necessário o desenvolvimento de soluções para várias etapas do negócio, contando com a experiência de todos os parceiros envolvidos”, explica o diretor de Operações da FITec, Henrique Nunes.

Micros e pequenas na Era Digital

Em junho de 2020, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançou o edital Digital.br para a “Seleção de Projetos de Apoio à Transformação Digital do Setor Produtivo Brasileiro - Micro, Pequenas e Médias Empresas – Região Nordeste”. O objetivo foi selecionar projetos voltados à transformação digital do setor produtivo e estruturados em redes e ecossistemas de inovação com foco nas empresas da Região Nordeste.

O programa Salto Digital da Rede Digitaliza PMI (Pequenas e Micro Indústrias) foi um dos projetos vencedores do Digital.br e recebeu um aporte de R$ 1,5 milhão para a implantação da fase piloto da iniciativa. A Rede é formada pelo Senai e pelo Sebrae de Pernambuco, pela FITec - Fundação para Inovações Tecnológicas, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper).

O Salto Digital foi baseado na constatação da baixa eficiência operacional das micro e pequenas indústrias, nos escassos investimentos em automação, na insuficiente formação de pessoal, assim como no baixo uso de indicadores de gestão ou experiência em layout de chão de fábrica e ainda na ausência de planejamento, monitoramento da produção, noção abrangente de custos e de interação fluida com o mercado.

Sobre a FITec – Fundação para Inovações Tecnológicas

Criada na década de 90 (1997), a FITec é um Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) credenciado pelos diversos órgãos brasileiros, habilitado a celebrar convênios com empresas beneficiárias das Leis de Incentivo à Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológicos.

A FITec já desenvolveu mais de 600 projetos de P&D, incluindo a concepção de mais de 200 equipamentos eletrônicos, e suas soluções foram instaladas em mais de 25 países, com casos de sucesso de desenvolvimento de projetos nos setores de Indústria 4.0, Logística, Telecom, Energia, Agroindústria, Mineração, Educação, Saúde.

Seu quadro conta com cerca de 350 colaboradores, sendo composto por doutores, pós-doutores, mestres, pós-graduados, graduados e técnicos, com vasta experiência de mercado e grande qualificação nas áreas de Transformação Digital, Inteligência Artificial, Ciência de Dados, IoT, Gestão, Design Industrial e Engenharia de Produção, distribuídos entre Recife, Campinas, São José dos Campos e Belo Horizonte.

Fonte - 010 - Ateliê da Notícia

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