Saiba o que significa o código das ações

Aprenda a ler cada símbolo da sopa de letrinhas do home broker.
Terça-Feira, 31 de Agosto de 2021 - 16:32

A bolsa de valores contém uma verdadeira sopa de letrinhas para os iniciantes. Afinal, todas aquelas letras e números podem soar como algo misterioso. E, por incrível que pareça, não entender os códigos dos ativos pode ser uma barreira para quem quer começar a investir.

Mas não se preocupe, aqueles símbolos são mais simples do que parecem. Cada um deles tem a sua importância e classifica os diferentes tipos de papéis no home broker. Curioso para saber mais? Então confira os tipos de ativos e o que cada código representa.

Importância dos códigos

O código das ações serve para descrever, de maneira simplificada, qual papel está sendo negociado. De maneira geral, essas identificações são compostas por quatro letras e um ou dois números, de acordo com o tipo de ativo.

Por exemplo, o código das ações da Petrobras é PETR4, enquanto o da Vale é VALE3. Porém, notou que os dois códigos possuem um número diferente no final? Isso ocorre porque os números servem para definir o tipo de ação que está sendo negociado.

Cabe destacar que, na hora de negociar ações no home broker, é preciso digitar o código da ação. Afinal, o sistema não reconhece as empresas pelo nome, mas apenas por essa sequência de letras e números. Conhecer esses símbolos é fundamental para saber qual papel negociar e, assim, evitar erros na hora da escolha.

Letras e números

As letras são a parte mais simples de entender, pois geralmente representam a abreviação do nome da empresa. Portanto, PETR nada mais é do que uma sigla para o nome Petrobras.

Outras vezes o código faz menção ao negócio da empresa. Por exemplo, a identificação da Méliuz é CASH3, sendo que o CASH faz referência à palavra cashback, principal serviço oferecido pela companhia. Por fim, há casos em que o código simplesmente é definido de maneira aleatória.

Em contrapartida, os números possuem uma função crucial, pois especificam o tipo de ativo. Os mais comuns são 3, 4 e 11, mas a numeração pode ocorrer de 1 a 10.

Ações ordinárias e preferenciais

Conforme mencionado acima, o 3 e o 4 são os números mais comuns no código de uma ação. O número 3 significa que a ação é ordinária, ou seja, dá ao investidor o direito de votar e tomar decisões nas assembleias da empresa. Por exemplo, a já citada CASH3 é uma ação que dá direito a voto para os acionistas da Méliuz.

Já o número 4, como em PETR4, indica que o papel é uma ação preferencial. Estas ações não dão direito a voto, mas o dono delas tem preferência na distribuição de dividendos. Em outras palavras, o dono de ações preferenciais recebe a sua fatia dos lucros da empresa mais rapidamente.

Em alguns casos, as ações preferenciais também possuem mais liquidez do que as ações ordinárias. Portanto, são mais fáceis de serem compradas ou vendidas no pregão da bolsa.

Dentro das ações preferenciais existem as chamadas classes, que correspondem aos números 5, 6, 7 e 8. Essas ações são preferenciais, porém de classes diferentes. Cada número representa, respectivamente, as classes preferenciais A, B, C e D. Nesses casos, não há uma diferença clara entre os termos, sendo preciso consultar o estatuto da empresa.

Recibos de subscrição

O direito de subscrição é um benefício que os acionistas de uma empresa possuem sobre a emissão de novas ações. Esse benefício tem como objetivo impedir que a emissão dos papéis dilua a participação de quem já é acionista da companhia.

Dessa forma, os direitos de subscrição são dados aos acionistas de acordo com a quantidade de ações que eles já possuem. Ao receber esses direitos, cabe ao acionista decidir se quer comprar mais ações ou vender os direitos, caso seja possível.

Esses direitos são dados na forma de recibos de subscrição, os quais também possuem seus próprios códigos. No geral, as letras são as mesmas da ação subjacente aos direitos, mas o número do código é diferente. Os direitos podem ter os números 9, 10 ou 12.

Os números 9 e 10 são exclusivos para ações e representam recibos de subscrição para ações ordinárias e preferenciais, respectivamente. O número 12 indica os direitos de subscrição para cotas de fundos imobiliários, as quais também são negociadas em bolsa.

ETFs, Units e fundos imobiliários

Por fim, há o número 11, destinado para três tipos de ativos: ETFs, Units e fundos imobiliários.

ETF é a sigla para Exchange Traded Funds, ou fundos negociados em bolsa. Tais fundos costumam replicar índices acionários ou investir em classes de ativos específicas.

Por exemplo, o ETF BOVA11 é um fundo que tem como objetivo replicar o desempenho do índice Ibovespa. Já o QBTC11 é um ETF brasileiro que investe 100% em Bitcoin (BTC), seguindo a valorização da maior criptomoeda do mundo.

As Units, por sua vez, nada mais são do que pacotes de ações preferenciais e ordinárias negociadas em grupo. Essa aglutinação normalmente é feita para dar mais liquidez a um determinado ativo. Um exemplo de Unit é a do Banco Inter (BIDI11), que é formada por 1 ação ordinária e mais 2 ações preferenciais.

O código 11 também é utilizado para designar fundos imobiliários (FIIs), que são veículos com foco no investimento em imóveis. Esses fundos também são negociados em bolsa e possuem códigos como FLMA11, XPML11 e outros.

Bônus: mercado fracionário

A bolsa brasileira geralmente negocia ações em lotes, e um lote padrão contém 100 ações. Porém, o investidor pode adquirir ações por unidade no chamado mercado fracionário, no qual podem ser realizadas compras entre quantidades que variam de 1 a 99 ações.

E, como todos os demais ativos vistos neste texto, o mercado fracionário também possui seu código. Mas neste caso é bastante simples: basta adicionar a letra “F” ao final do código da ação. Por exemplo, para adquirir uma ação da Vale, basta digitar "VALE3F" no home broker.

Fonte - Assessoria

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.