Como fazer a portabilidade do financiamento?

Mudar para uma instituição com taxas de juros mais vantajosas pode ser uma boa ideia; saiba o que precisa avaliar antes de decidir e por onde começar o processo.
Quarta-Feira, 25 de Agosto de 2021 - 15:40

Quem tem um financiamento de longo prazo conhece a sensação angustiante de encontrar uma proposta com taxas de juros mais atrativas do que a instituição na qual você fez o seu empréstimo. O que nem todo mundo sabe é que, nesses casos, pode ser uma boa ideia fazer uma portabilidade de financiamento.

Não sabe o que é isso? A gente explica. É simples: a portabilidade de financiamento, como o nome sugere, nada mais é do que transferir uma dívida assumida com uma instituição financeira para outra que ofereça condições melhores para o seu perfil.

É vantajoso para o meu caso?

A portabilidade pode ser uma ótima maneira de renegociar a sua dívida e pagar menos, sendo vantajosa em muitos casos. No entanto, antes de fazer isso, você precisa analisar a situação com calma e fazer algumas contas.

A resposta se essa é uma boa ideia ou não depende de cada caso, como valor e tempo da dívida, além das taxas cobradas pela instituição para a qual você pretende migrar. É importante calcular o Custo Efetivo Total (CET), que é a soma dos custos que a operação vai gerar, como juros, impostos e taxas.

O processo de portabilidade não é cobrado, mas a operação costuma envolver alguns custos, como os de alterações no cartório. Colocar todos esses números no papel é uma ótima forma de saber se a portabilidade é ou não uma boa ideia para o seu caso.

Se o seu financiamento é de imóvel, será necessário fazer uma nova avaliação dele, assim como dos bens que você possa ter dado como garantia. Essas avaliações têm custos, que também precisam ser considerados na hora de avaliar se deve ou não fazer a portabilidade.

Também é uma boa ideia se informar sobre como é o relacionamento com o cliente na nova instituição para garantir que o atendimento será adequado. Se possível, procure conversar com o gerente ou o funcionário encarregado da área para tirar todas as suas dúvidas antes de tomar a decisão final.

Por onde começar?

Caso você esteja considerando essa possibilidade, a primeira coisa a fazer é procurar a instituição financeira na qual você tem a dívida atualmente. Dependendo da situação, o banco pode fazer uma boa proposta para não te perder como cliente.

Se essa negociação não for boa para você, aproveite essa conversa para solicitar o Documento Descritivo de Crédito, que é como um extrato de toda a dívida restante. Assim você consegue ter uma noção do valor total e fazer as contas para comparar quanto seria esse montante com as taxas de juros da nova instituição.

Em seguida e com esses números em mãos, é a hora de procurar o local para o qual você pretende migrar, para negociar a portabilidade. Em geral, a instituição vai te passar as condições e uma lista de documentos que você precisa entregar para dar início ao processo.

Assim que você assinar o novo contrato, o antigo banco tem um prazo de dois dias para entregar o balanço do saldo devedor e demais informações relacionadas à dívida para o novo banco. Por lei, as instituições bancárias não podem se recusar a portar a dívida.

A portabilidade é feita de maneira eletrônica numa transação entre as duas instituições e, em geral, o cliente não precisa ir a nenhuma das suas agências durante o processo. Na maioria, é possível acompanhar o status e as etapas da operação de forma virtual.

O prazo para pagamento da dívida costuma se manter; o que sofre alteração são as taxas de juros aplicadas às demais parcelas. O sistema de financiamento usado na primeira operação também é mantido.

Fonte - Assessoria

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.