11 de agosto – dia do estudante e do advogado, apesar de tudo vamos prestigiar! - Por Professor Ruzel Costa

No decorrer do texto, veremos depoimentos de estudantes mostrando a grande importância da continuação dos estudos e principalmente dos professores.
Quarta-Feira, 11 de Agosto de 2021 - 09:03

Em 11 de março de 2020 o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Agência subordinada a ONU-Organização das Nações Unidas Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que a COVID-19, doença causada pelo Coronavírus, agora caracterizada como uma Pandemia. A declaração levou os estudantes do mundo a ficaram sem aulas presenciais. A situação levou a Sala de Aula para dentro das residências, no entanto nem todos os estudantes tiveram a oportunidade de dar continuidade às aulas por meio remoto, seja por falta de equipamentos ou de internet, revelando assim a grande desigualdade de acesso entre os estudantes e até mesmo de Docentes.

No atual momento, devido ao avanço da Vacina, tem ocorrendo a flexibilidade para a volta às aulas presenciais, seguindo todos os protocolos apresentados pela OMS, pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias Estaduais de Saúde, outra possibilidade para a continuação das aulas está no ensino hibrido.

Antes o celular considerado um vilão, pois tirava a atenção e atrapalhava a aula, agora é um aliado não só para as aulas remotas, como também para minimizar as distâncias entre as famílias e amigos  separados

No decorrer do texto, veremos depoimentos de estudantes mostrando a grande importância da continuação dos estudos e principalmente dos professores.

Para a Estudante do Ensino Médio Marcelly Barreto Prado: “Nós estudantes nos informatizamos, nos adaptamos ao cenário atual, mudamos também a nossa maneira de pensar, sentimos muito medo do futuro na nossa jornada, pensamos inúmeras as vezes o que será de nós. Exatamente percebemos  que somos muito fortes. O estudante sempre está apto a mudança. Porque Nesse momento mudanças foram necessários. Sabemos que a nossa vida de estudante não é nada fácil, temos muitas dificuldades, medos, insegurança, angústia, ansiedade. Mas com muita força e determinação sempre alcançaremos os nossos sonhos. Queremos mudar o mundo ao nosso redor. É iremos conseguir o mundo muito melhor se tivemos muito sabedoria e discernimento em nossas escolhas sempre. Acredite somos pessoas que muda o mundo para melhor. Que tenhamos muito impulso porque tudo é ensinamento é justamente O que somos estudantes querendo evoluir e queremos que a educação nos acompanhe nessa nossa jornada. Feliz dia do estudante!!!! Somos a mudança para um mundo melhor! A evolução de nós estudantes será também o futuro da educação das escolas brasileiras!!!"

Em 11 de agosto de 1827, o imperador D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais: um na cidade de São Paulo e o outro na cidade de Olinda em Pernambuco, que mais tarde foi transferido para Recife. Até então, todos os interessados em estudar a Direito tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a Faculdade mais próxima. Em São Paulo o lugar escolhido para o curso foi o Convento de São Francisco, no centro da cidade, construído em meados do século XVII. Cem anos após sua criação dos cursos de Direito, foi proposto que a data servisse para homenagear todos os estudantes e advogados.

Temos que cobrar o que está inscrito na Constituição, além de participar, discutir, analisar, questionar o atual cenário politico e socioeconômico e sanitário que passamos atualmente, refletindo, qual a nossa real contribuição para a melhoria do País. No Capítulo III da Constituição Federal Brasileira Artigo 205 consta: “A Educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a consolidação da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”

Sendo assim, vários problemas afetam a Educação  no país, como a deficiência na logística do transporte escolar, o trabalho infantil, que atinge milhares de crianças, a violência, o vandalismo praticado por alguns alunos dentro das escolas, aos baixos salários pagos aos profissionais da educação, não podemos deixar de citar uma questão preocupante o Bullying e a Pandemia a preocupação com a imunidade vacinal dos docentes e discentes.

O Bullying, grave problema que aparece com atitudes agressivas negativas, intencionais e repetitivas adotadas por um ou mais alunos contra um ou contra um grupo sem motivação evidente, causando dor, angústia, sofrimento e pressão. Executadas em uma relação desigual de poder. São sinais da vítima: não querer ir mais para a escola, pedir para mudar de turma ou de escola, queda brusca no rendimento escolar, isolamento, depressão. Uma questão que precisa ser trabalhada.

“Com a pandemia da Covid-19 tivemos uma mudança drástica com nossa vida, ensino e educação, também consequentes do isolamento social. Trabalhos, atividades, provas, tudo agora através da tela de um celular ou computador, viver esse ensino remoto trouxe para nós estudantes uma nova perspectiva sobre educação.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a Pandemia da Covid-19 impactou mais de 1,5 bilhão de estudantes em 188 países, o que corresponde a cerca de 91% do total no planeta. Lamentavelmente esse processo de ensino remoto de, “ficar em casa”, trouxe para nos estudantes uma queda na produtividade e, problemas relacionados a saúde mental, sentimentos de ansiedade e alterações no humor foram aumentados tornaram-se mais presentes em nossas rotinas ocasionando um imenso desgaste físico e emocional. 

É eminente que a tecnologia e seus recursos tornaram-se nossa indispensável aliada, nos trouxe diversas medidas de colaboração alternativas para a realização das nossas atividades escolares, facilitando o trabalho em nossas rotinas. Com esse impulso da tecnologia podemos pensar em inovação e em novos métodos eficazes de ensino. Entretanto, posso dizer que o sistema de ensino remoto apresenta certa instabilidade, a maioria das escolas não apresentam um suporte necessário e por ser um ensino relativamente novo muitos professores não tiveram um preparo adequado para lecionar no ensino a distância (EAD), além de que muito dos estudantes não possuem acesso à tecnologia dificultando inimaginavelmente o aprendizado para tais, tudo isso nos faz com que desejemos o retorno as aulas presenciais, pois, a falta das aulas práticas nos laboratórios, das aulas de educação física, o contado com nossos colegas e professores se faz mais presente do que nunca, porem temos consciência que devido as atuais condições e riscos, esse retorno não seria apropriado.

“Ser estudante é ter motivação de sobra, é querer um mundo melhor nas mãos, aguçada sede de vencer obstáculos, problematizar e entender a lição. É sentir no coração um turbilhão de vontades. É o desejo de seguir uma profissão, de ir além das limitações e não parar jamais de aprender. Ser estudante é a busca constante de saberes, é o prazer de devorar livros pelo simples gosto das descobertas, é fazer amigos a vida inteira. Todo dia devemos entender que a maior escola é viver, antes de tudo”. Posso finalizar esse texto dizendo que ser estudante ainda mais nesse momento de crise é alguém, que luta para alcançar seus objetivos, sem nunca ter pensado em desistir, como se desistir não existisse em nosso vocabulário... Estudante é sinônimo de esperança. Ser estudante em momento de crise é nunca desperdiçar aprendizado usando a crise para mudar e melhorar a educação, pois, educação vai além de conhecimento teórico, ela contribui para a formação cidadã dos estudantes promovendo uma transformação do meio social para o bem comum. Ser estudante é ser protagonista do seu próprio processo de aprendizagem”.

Ser Advogado é ser justo, sempre. Ser intransigente com a injustiça e a ilegalidade. Ser solidário com o inocente e ser duro com o infrator. Servir aos opulentos com altivez e aos indigentes com caridade. Amar a Pátria, guardar a fé em Deus, na verdade e no bem”. (OAB – Cruz Alta – RS).

No "Art. 133 - O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Constituição Federal – 1988.

“Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da Justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.

“Exercer uma função social é buscar ir além das próprias limitações em prol do bem comum. É exercer com maestria a missão que a própria Constituição lhe confiou, buscando fazer do seu ofício uma verdadeira missão.” [Geizilaine Camila da Silva Rezende Oliveira Nazário]

A Advogada Criminalista Jéssica Aila relata: “Pode-se dizer que desde os primórdios dos tempos, nós mulheres sempre tivemos olhares preconceituosos para alguns tipos de trabalhos, como, por exemplo, a atuação dentro da advocacia criminal. A advocacia Criminal já por si só, se torna um desafio diário para aqueles que resolvem atuar defendendo algum direito lesado que por algum delito, que possa vir a privar sua liberdade, isso sendo a maioria HOMEM, imagina para uma mulher.

Posso fazer um relato fiel do que senti na prática, sempre achei a área muito intensa, com atuações maravilhosas, uma tensão que qual quer outra não dá, o real frio na barriga. Estou na área há 03 (três) anos, iniciei em um escritório como estagiária, apenas para ver se isso era realmente o que eu queria, depois disso evolui dentro do escritório, passei a ser a assistente direta do dono do escritório, que atua na área criminal em especial TRÁFICO, depois de dois anos passei a ter um peso maior dentro do escritório pois já havia me formado em Bacharel em Direito.

Por diversas vezes atuei (mesmo sendo bacharel) em Delegacia de Polícia, em Presídio e em algumas audiências, e enfrentei o preconceito das pessoas que ali estavam prestando diversos serviços, por exemplo, as mais clássicas como “Delegacia não é lugar de mulher” ou “Presídio não é lugar de mulher”, outras vezes os questionamentos sobre o porquê de querer se meter com bandido quando eu poderia ter optado por uma carreira na área trabalhista, ou seja, ainda existe, sim, um pensamento machista enraizado nas instituições, sejam elas públicas ou privadas. De que a mulher não tem coragem de enfrentar sozinha um processo criminal, um juiz, um promotor, todos os desembargadores… Ou que só funciona mandar uma mulher se for pra chamar a atenção fisicamente destes mesmos juízes, promotores, desembargadores, que é o mais triste. É bom deixar bem claro que onde for e para quem quer que seja bacharel ou advogada, nós somos mulheres e escolhemos a advocacia criminal com orgulho, que somos competentes e absolutamente nada nos faz inferiores aos homens no exercício de nossa profissão.

Não podemos deixar que o preconceito (aqueles que muitas vezes já vem de casa) deixe que sua autodeterminação acabe e que a use para definitivamente convencer a todos (e isso muitas vezes inclui o próprio cliente) de que somos capazes intelectualmente”.

Professor Ruzel Costa
Colégio e Curso Sapiens e IFRO - Calama em Porto Velho – RO

Fonte - NewsRondonia

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