Novas regras para eficiência energética em geladeiras indica maior economia de energia

Outra atualização prevista, ocorrerá em dezembro de 2030, sendo necessário uma redução de 61% do consumo em comparação com a categoria em vigor atualmente.
Terça-Feira, 10 de Agosto de 2021 - 17:14

De acordo com o anúncio do Inmetro, a classificação das geladeiras vendidas no Brasil passará por mudanças em suas regras. As fabricantes serão obrigadas a incluir níveis mais exigentes nas categorias dos adesivos presentes nas geladeiras.

Até o momento, as geladeiras são classificadas em cinco níveis, desde a categoria A até a E. A categoria que representa maior eficiência é a categoria A e será nela a principal mudança.

A categoria A será dividida entre os quatro níveis abaixo:

A+++: Eficiência 30% superior à categoria A

A++: Eficiência 20% superior à categoria A

A+: Eficiência 10% superior à categoria A

A: Eficiência superior à categoria B

Entretanto, as fábricas terão até 1º de julho de 2022 para se adequarem às mudanças. Esses fabricantes costumam receber benefícios fiscais, como a isenção do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI), quando produzem equipamentos com boa eficiência energética.

Contudo, a tabela que está visível no adesivo personalizado no lado externo das geladeiras foi atualizada pela última vez em 2006. Em maio deste ano, a ONG Clasp publicou um estudo demonstrando que existe uma defasagem na classificação da eficiência energética nesses equipamentos.

Como resultados desse estudo, a ONG concluiu que em comparação com países em desenvolvimento como Índia e Quênia, as geladeiras brasileiras classificadas como eficientes gastam duas vezes mais energia do que as fabricadas por esses países.

Novas regras a partir de 2025

O Inmetro também informou que planeja mais duas atualizações. A primeira delas está prevista para dezembro de 2025. As categorias A +++, A ++ e A +, serão trocadas por uma categoria A mais exigente.

Nesse sentido, as geladeiras terão que consumir 40% a menos do que o consumo necessário pela atual categoria A para se qualificarem como A em 2025.

Outra atualização prevista, ocorrerá em dezembro de 2030, sendo necessário uma redução de 61% do consumo em comparação com a categoria em vigor atualmente.

Segundo o Inmetro, essas mudanças envolveram um estudo aprofundado de referências internacionais, a fim de entender as informações prestadas pelos diversos interessados e combiná-las para melhor se adaptarem às diferentes necessidades.

Como resultado, o Inmetro estimou que em um cenário favorável, toda essa transição pode gerar uma economia de R$ 32,25 bilhões na conta de luz dos brasileiros até 2035. O cálculo também demonstra uma economia de R$ 21,5 bilhões em um cenário pessimista e R$ 102,52 bilhões em um cenário otimista.

Fonte - 025-Leonardo Santos

Comentários

Siga-nos:

POLITICA DE PRIVACIDADE

Todos os direitos reservados. © News Rondonia - 2021.