Delegada afirma que mãe tinha dever de denunciar e se calou

Bebê chegou morto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com lesões em todo corpo e uma suspeita de abuso sexual.
Sábado, 24 de Julho de 2021 - 10:12

A delegada Judá Maali, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Cáceres (a 220 km de Cuiabá), autuou a mãe de um bebê de 1 ano e 9 meses por homicídio qualificado, por ela ter sido conivente com as agressões que a criança sofreu do pai e que resultou em óbito. O pai também foi preso, na sexta-feira (23).

O bebê chegou morto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Cáceres, com lesões em todo corpo, além de ferimentos na região anal, que leva à suspeita de que o bebê também tenha sido vítima de abusos sexuais.

O menino tinha lesões em todo corpo, além de ferimentos no ânus.

“A genitora, que tinha o dever de denunciar as agressões e proteger a criança, não o fez. Ao contrário, se calou e permitiu as lesões que ocorriam diariamente contra o infante. Desse modo, a genitora responderá pelo homicídio qualificado pois se omitiu, juntamente com o agressor, o qual praticou as torturas e agressões, assumindo o risco do resultado morte”, disse a delegada.

Em sua primeira versão, inclusive, a mãe disse que o bebê havia caído. Mais tarde, na delegacia, a mulher confirmou que o filho foi espancado pelo marido, pelo fato dele não ter gostado do bebê estar chorando.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda laudos periciais do corpo da vítima. Inicialmente, o pai, de 21 anos, e a mãe de 20 foram autuados também pelos crimes de lesão corporal e maus-tratos seguido de morte.

Fonte - reportermT

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