Falsa médica atuava no Hospital de Campanha em Rondônia - Por Anderson Nascimento

A falsa médica responderá com crimes de exercício ilegal da medicina, estelionato e uso de documentos falsos.
Segunda-Feira, 19 de Julho de 2021 - 13:41

É estarrecedor, mas uma estelionatária, bandida, entre outros termos que possamos utilizar, conseguiu driblar os órgãos de fiscalização e por quase três meses atuou no Hospital de Campanha localizado na Zona Leste da capital - o CERO. No ditado popular "a casa caiu", por intermédio de várias diligências.

A estelionatária apresentou documentos falsos do Conselho de Medicina da Bahia, com reconhecimento de firma, cartório, faculdade e também de um hospital onde teria trabalhado.

O secretário de Estado e Saúde, Fernando Máximo explicou que o nome da bandida aparece em uma relação que foi enviada para o Governo do Estado, sugerida pelo Ministério da Saúde. Com certeza, por lá, ela também deve ter apresentado os mesmos documentos - FALSOS.

Robinson Machado, presidente do Conselho Regional de Medicina classificou como grotesca a ação da falsa médica e seus documentos, e que o conselho é a única porta que pode certificar tal requisito. O Dr. Lucas Levi, Conselheiro e Chefe de Fiscalização do CREMERO, explicou que só foi possível testificar falso CRM, através das duras fiscalizações, inclusive foram surpreendidos com um inquérito da Polícia Dederal em desfavor da estelionatária.

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Silvio Rodrigues, Superintendente Estadual de Gestão de Pessoas - SEGEP, explicou que a estelionatária logrou êxito como médica em 24 de abril e estaria completando 3 meses de contrato, caso não houvesse as fiscalizações do CREMERO. Apontando uma deficiência em relação a pandemia, Silvio, afirma que vai elevar os critérios de fiscalização de documentos para coibir novos casos.

O Delegado Swami Otto, titular do Núcleo de Combate a Defraudações afirmou que a falsa médica responderá com crimes de exercício ilegal da medicina, estelionato e uso de documentos falsos.

Explicando mais sobre o modus operandis, a falsa médica chegou a cursar todo curso, mas no último período, por questões administrativas ou financeiras, a mau-profissional  não chegou a concluir o curso. Em razão disto, não conseguiu o diploma de medicina e muito menos adquirir o CRM da Bahia

Neste ínterim, a mau-profissional foi aprovada em prova de residência médica de uma instituição que é filiada pelo SUS, dando início as atividades. Crendo que iria conseguir o CRM, através desta residência ela tentou ingressar com o pedido, mas neste momento acabou sendo descoberta e indiciada pela Polícia Federal, que está em fase de conclusão.

Swami continuou explicando que a instituição de ensino ao qual constava nos documentos vinculado ao SEI, assim como o atestado da prefeitura oras apresentados, não eram verdadeiros.

No sábado (17), a mau-profissional foi afastada de todas as funções. Embora os crimes ora apresentados e a própria legislação não permitir, não foi decretado a prisão da estelionatária, mas sim por medidas cautelares. Após prestar esclarecimentos à polícia, a mau-profissional foi liberada, porém é proibida de deixar o Estado, salvo, se tiver autorização judicial.

Fonte - Anderson Nascimento - Newsrondonia

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