Cartel da merenda aponta empresários de PVH em esquema de superfaturamento; fraude envolve R$ 28 milhões, confirma PF e CGU

Até o momento, a Polícia mantém os nomes dos envolvidos em segredo.
Sexta-Feira, 16 de Julho de 2021 - 15:27

A operação que iniciou na manhã desta sexta-feira, (16) pela Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) busca apurar o envolvimento de 10 empresários de Porto Velho (RO), em um esquema de superfaturamento dos produtos para a aquisição de merenda escolar. As licitações de compra, segundo os órgãos, eram destinadas para o ensino fundamental e médio da capital.

Na manhã de hoje, cerca de 53 policiais federais cumpriram, 13 mandados de busca e apreensão em Porto Velho, capital de Rondônia. Até o momento, a Polícia mantém os nomes dos envolvidos em segredo. De acordo com informações, entre os anos de 2012 e 2018, os empresários chegaram a receber pagamentos que ultrapassam os R$ 28 milhões. As fraudes ocorriam durante as negociações, no meio dela e na execução do processo. A super fraude na aquisição dos produtos escolares são gritantes, e atingem vários itens alimentícios. 

A CGU não descarta a participação de servidores ligados a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) em conluio com os empresários. A investigação comprovou repasses suspeitos aos funcionários públicos. Por meio de sigilo bancário quebrado, foi constatado uma transferência de pouco mais de R$ 1 milhão. A suspeita é que o dinheiro tenha sido um valor usado para propina.

A denúncia de fraude levada ao conhecimento da CGU em 2018, apura o envolvimento de empresários nos desvios de dinheiro do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) destinado para a compra de merenda. A CGU, informou que durante uma varredura, encontrou indícios que levavam a suposta fraude na compra de merenda escolar. De posse dos dados, o órgão repassou para a Polícia Federal, afim de que investigasse e prendesse os possíveis suspeitos.

Os crimes cometidos pelos empresários, segundo a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União, envolvem a falsidade ideológica (omissão ou declaração falsa, em documentos públicos descrita no art: 299); corrupção ativa, passiva e associação de organização criminosa. 

Fonte - NewsRondonia

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