Apesar de gastarem R$ 34,65 com água e esgoto, 48% das famílias mais pobres do Acre não recebem serviços

O estudo apontou a variação do valor da conta de água e esgoto dependendo do nível de atendimento prestado e outros aspectos considerados pelas empresas e agências reguladoras.
Quarta-Feira, 14 de Julho de 2021 - 16:34

Um contingente de famílias  que vive abaixo da linha da pobreza e conta com poucos recursos para sobreviver gasta em média R$34,65 todos os meses com água e esgoto no Acre, isso quando acessa a esses serviços.

Esse dado consta do  novo estudo do Instituto Trata Brasil,  intitulado “As Despesas da Família Brasileira com Água Tratada e Coleta de Esgoto”, divulgado nesta quarta-feira (14).

O estudo  traz balanço inédito sobre os gastos familiares com serviços de saneamento básico nas cidades brasileiras, comparativamente a outras infraestruturas (energia, telecomunicações, gás), bem como o que significam esses gastos frente à renda familiar. O estudo se reveste de grande importância para podermos entender o peso das despesas em relação à necessidade dos serviços de água tratada, coleta e tratamento de esgotos para a qualidade de vida dos brasileiros.

Nesse contexto, o estudo não corrobora o discurso sobre a inadimplência mas mostra um universo menor, já que 78,4% dos que tem acesso à água e esgoto paga por eles.

As análises feitas são baseadas em informações da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE, que coletou diversos indicadores socioeconômicos das famílias brasileiras. A unidade de análise é as famílias brasileiras e seus membros, as quais são denominadas pelo IBGE de “unidades de consumo”.

O estudo apontou a variação do valor da conta de água e esgoto dependendo do nível de atendimento prestado e outros aspectos considerados pelas empresas e agências reguladoras. Como exemplo, famílias do Distrito Federal têm um custo médio de R$ 103,93 com saneamento, enquanto as famílias do Acre têm um custo de R$ 36,56. Essa diferença se explica pelo atendimento dos serviços e poder aquisitivo das pessoas, conforme explica o autor do  estudo, pesquisador e economista, Dr. Fernando Garcia de Freitas. “As diferenças no valor pago depende de vários fatores. Em Brasília, por exemplo, se concentra um maior número de trabalhadores com renda familiar bem acima de outras cidades, o serviço de água chega a 99% da população e o esgoto para 90%. Já no Acre, somente 48% da população tem serviço de água e 10% têm coleta de esgoto, então é natural que os custos médios mensais sejam menores com esses serviços, além do poder aquisitivo da população ser menor.”

Fonte - 025-ac24

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