Professora de Libras destaca apoio do Governo de Rondônia e da Lei Aldir Blanc ao lançar livro sobre a história do Estado

Importa destacar que a linguagem de sinais é reconhecida em todo o mundo, e no Brasil foi reconhecida oficialmente em 2002, pela Lei nº 10.436, no Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Quarta-Feira, 30 de Junho de 2021 - 17:09

Com uma proposta inédita para o setor cultural de Rondônia, a professora Núbia Lopes Soares lançou, na segunda-feira (28), o livro “Sinais para conhecer Rondônia”, um projeto do ensino da linguagem de Libras apoiado pelo Governo de Rondônia, com amparo na Lei Aldir Blanc e sob a coordenação da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel).

Em sua obra a professora escritora faz uma longa viagem pela história de Rondônia apresentando seus monumentos, seu patrimônio histórico, cultural e artístico, e pontua personagens históricos e atuais, a começar por Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (que deu nome ao Território e ao Estado de Rondônia), passando pelo ex-governador Jorge Teixeira de Oliveira (último governador do Território Federal e primeiro governador do Estado de Rondônia), até chegar ao prefeito da Capital, Hildon Chaves, e ao governador Marcos Rocha, a quem ela dedica sua maior consideração.

Neste ponto, ela destacou este novo momento e a importância deste novo, mas antigo meio de comunicação – a Língua Brasileira de Sinais (Libras) -, que possibilitou apresentar Rondônia e sua riqueza ao universo de surdos e mudos, possibilitando atingir e ajudar milhões de pessoas em todo o mundo. “Eu quero fazer um agradecimento especial ao governador Marcos Rocha que apoiou nosso projeto e sem ele nada seria possível”, disse, destacando que o governador tem história no meio da comunidade dos surdos, sendo uma das pessoas que mais contribuíram para implantação da Escola Bilíngue para Surdos, quando foi secretário municipal de Educação. “Gratidão eterna”.

SINAIS

Ao falar da importância da linguagem de sinais, ela citou a papel da primeira-dama do País, Michelle Bolsonaro, que fez história ao quebrar o protocolo e emocionar o Brasil traduzindo em Libras o discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro. “Foi um momento marcante e fundamental para a inserção definitiva da linguagem de sinas na vida de todos os brasileiros”, disse a professora Núbia, trazendo à lembrança a imagem da filha Nicole Lorrana Sussuarana Silva, de 19 anos – Nick -, atleta de destaque rondoniense que morreu por complicação da covid-19, mas que colaborou na produção inicial do livro e se tornou a maior inspiração da professora Núbia Lopes.

Na “live” de lançamento, ela destacou vários pontos da obra que não se limitam aos seus personagens históricos, mas também aos seus monumentos e patrimônio para que todos os surdos e mudos possam conhecer e ter uma visão própria sobre eles, a exemplo da Praça das 3 Caixas D’Água, o Forte Príncipe da Beira, o Mercado Cultural e o Palácio Getúlio Vargas, por exemplo, que são lugares marcantes da história e berço da cultura rondoniense.

CONHECIMENTO

O livro de Núbia (Sinais para conhecer Rondônia) cita outras personalidades (professores e influenciadores) da comunidade dos surdos e é, também, uma fonte de informações especiais e precisas sobre gastronomia típica, lendas e pontos turísticos e históricos, fundamental para quem quer e precisa conhecer o potencial de Rondônia. Destaque-se que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais de 10 milhões de pessoas com alguma deficiência auditiva no Brasil, e a proposta desta obra rondoniense é exatamente proporcionar à comunidade dos surdos a alternativa de conhecimento através da linguagem de sinais.

A obra da professora Núbia Lopes, prefaciada pelo também professor Célio Leandro, a quem ela demonstra infinita gratidão, como os demais projetos culturais e artísticos de Rondônia, foi contemplada, por meio de edital, pela Lei Aldir Blanc, um instrumento legal que suportou o momento de crise dos diversos segmentos culturais e artísticos do Estado, apoiando e gerando emprego e renda para tantos que vivem das artes. “Graças ao Governo de Rondônia (Sejucel) que aplicou com seriedade os recursos da Lei Aldir Blanc é que o movimento cultural de Rondônia está vivo e tem gerado muitos benefícios à sociedade e à economia do Estado”, disse.

Importa destacar que a linguagem de sinais é reconhecida em todo o mundo, e no Brasil foi reconhecida oficialmente em 2002, pela Lei nº 10.436, no Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Fonte - 010 - SECOM - GOV/RO

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