Estudantes de medicina distribuem absorventes para mulheres em situação de rua

Estudantes da Universidade de São Paulo – USP, estão ajudando mulheres em situação de rua a resgatar dignidade distribuindo absorventes e itens de higiene.
Quinta-Feira, 24 de Junho de 2021 - 07:59

O Projeto Pontes da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto estão tentando melhorar as condições da chamada pobreza menstrual, situação que atinge cerca de 29 por cento das jovens no país, que engloba falta de produtos de higiene íntima, água, saneamento básico, infraestrutura e informações.

“A menstruação vivida na rua é extremamente problemática e coloca a mulher ainda mais em vulnerabilidade”, relata a professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Regina Célia Fiorati, responsável pelo projeto.

Projeto Pontes

O Projeto Pontes atua desde 2018 e vem dialogando com os serviços de atenção primária à saúde para que estes orientem a população em situação de rua sobre quais serviços procurar para cuidar de questões de saúde que estejam vivenciando e quais serviços poderiam receber essas pessoas.

“Assim elas teriam informações mais detalhadas sobre sua própria saúde íntima e sexual e também sobre cuidados ginecológicos periódicos e necessários”, enfatiza.

Em Ribeirão Preto, essa realidade fez com que os coordenadores do Projeto Pontes reestruturassem suas ações e passassem a distribuir itens de higiene para a população em situação de rua, incluindo absorventes, pois muitas mulheres relataram a falta do produto.

Os locais para que essas pessoas possam se higienizar são difíceis, mas  “as mulheres sofrem muito mais essa falta de acesso e também de locais em que a privacidade esteja presente”, explica a professora, destacando que as mulheres possuem “condições biológicas que exigem ambientes adequados”.

As mulheres em situação de rua enfrentam inúmeros preconceitos e sofrem violência e deveriam receber informações sobre saúde íntima e saúde sexual.

“É nesse nível de atenção que elas poderiam ser orientadas sobre saúde íntima e sexual, mas, no entanto, os serviços da atenção primária à saúde oferecem pouco acesso às populações em situação de rua em geral”, aponta.

Fonte - 025-sonoticiaboa

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