Tabacarias tornam-se febre em Porto Velho e sinal de alerta é acionado

O produto tem sido usado em lugares abertos por jovens apesar do comércio fechado devido a pandemia.
Segunda-Feira, 21 de Junho de 2021 - 10:54

A pandemia do novo coronavírus fez com que o comércio fosse fechado em todo país por meio de decretos publicados pelo governo. Porém, isso não proibiu as pessoas de fazerem festas clandestinas e consumirem bebidas, drogas e narguilé. Produto este último citado que teve um aumento nas vendas e nos consumos pelos jovens, isso porque a narguilé pode ser usada em casa e lugares abertos.

Donos de tabacarias se unem contra medidas da prefeitura

A narguilé por sinal é um produto que ajuda a proliferação da Covid-19, em vista, que é usado de forma oral, sendo passado a piteira de boca em boca. Além disso, o produto pode causar doenças para os fumantes, devido, conter nicotica e outros 4.700 ingredientes tóxicos. Após uma sessão de 45 minutos, aumenta a concentração de nicotina e monóxido de carbono no organismo. Com isso, os batimentos cardíacos aceleram-se e ainda ocorre uma exposição intensa a metais pesados, altamente tóxicos e de difícil eliminação, como o cádmio.

A fumaça do produto tem as mesmas substâncias tóxicas que a fumaça do cigarro e algumas até em maior concentração. Por isso, seu uso crônico pode desencadear as mesmas doenças causadas pelo consumo do cigarro.

EM PORTO VELHO

Na capital Rondoniense, as tabacarias estão entre os comércios que mais crescem. Basta passear por algumas avenidas, que lá estão elas, sempre com a fachada de core preta. Seus clientes, em sua grande maioria são jovens. Infelizmente, não há legislação municipal que proíba a permanência de menores de idade nestes locais.

CASO LIVIAN

Recentemente uma jovem de 19 anos foi submetida a fazer uma cirurgia após contrair fungos no pulmão por causa do uso de narguilé. A jovem Livian teve aspergilose, uma infecção causada por esporos inalados de um fungo presente no ambiente. Os esporos germinam e se transformam em hifas, que entram nos vasos sanguíneos, podendo causar necrose hemorrágica e até infarto.

Jovem de 19 anos contrai fungos no pulmão por uso de narguilé e passa por cirurgia em Cuiabá

Livian contou que descobriu os fungos através de um exame de tomografia analisado por um pneumologista, depois de sentir falta de ar e febre por um apenas um dia.Apesar de ter começado a fumar com 16 anos, não fazia uso de narguilé com frequência. Por conta dos fungos, passou por uma lobectomia de seis horas para remover as partes afetadas que poderiam se espalhar para os outros órgãos do corpo. 

Em fotos compartilhadas em seu perfil no Instagram, Livian mostra o pulmão com grande quantidade de fungos que, conforme ela, poderiam ter causado uma infecção generalizada.As possibilidades são de que ela contraiu os fungos através da água na narguilé, pelo recipiente mal lavado ou alguém já contaminado que tenha compartilhado a mangueira com ela.

USUÁRIOS DE OUTROS TIPOS DE TABACO FUMADO

A maior parte dos fumantes (com 15 anos ou mais) consumia cigarros, sendo menor o consumo de outros produtos fumados tais como charutos, cachimbos, cigarrilhas, cigarros de palha, cigarros indianos e narguilé. No entanto, estudos apontam para a importância de monitoramento deste consumo já que o usuário se expõe aos mesmos riscos de desenvolver doenças relacionadas ao consumo de produtos de tabaco (SZKLO, 2011).

O narguilé, também é conhecido como cachimbo d'água ou shisha ou Hookah, é um dispositivo para fumar no qual o tabaco é aquecido e a fumaça gerada passa por um filtro de água antes de ser aspirada pelo fumante, por meio de uma mangueira. Dados da PETab/2008 realizada em 2008 pelo IBGE em parceria com o INCA apontaram que havia cerca de 300 mil consumidores no país (INCA, 2013).

O quadro abaixo com dados da PETab/2008 mostra a distribuição do consumo entre a população com 15 anos ou mais, segundo regiões do país. Com exceção do cigarro industrializado, o consumo de outros produtos de tabaco fumados é maior na região Rural do que na Urbana (INCA, 2011).

Gráfico do percentual de adultos fumantes correntes, por tipo de produto de tabaco e local de domicílio.

Foto Reprodução/ Dados Inca.

DICAS

- O mais recomendável é parar de usar a substância, inclusive de forma individual, uma vez que o Covid-19 é mais grave em fumantes.

- Caso a pessoa continue a utilizar a substância, a RTD orienta o isolamento social no momento de fumar, sem compartilhar o produto.

- Importante ainda lavar as mãos de forma de forma frequente ou usar álcool em gel e manter uma distância segura entre as pessoas.

- Além disso, muitos usuários de narguilé misturam maconha ao tabaco e, em vez de água, colocam bebida destilada, como vodca. Dessa maneira, os efeitos podem ser ainda mais devastadores, porque a pessoa estará usando três drogas ao mesmo tempo: nicotina, maconha e álcool.

Fonte - Newsrondonia

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