Som alto e aglomeração, moradores não aguentam mais e pedem providências das autoridades em Porto Velho

Sob os efeitos de álcool e drogas, os arruaceiros fazem da vida dos moradores de residências próximas um inferno.
Domingo, 20 de Junho de 2021 - 13:28

Madrugada sábado, (19), Avenida Calama com a Rua João Goulart, Centro de Porto Velho em Rondônia. Som de veículos no volumo máximo é um ponto de encontro para jovens que deixam as baladas em danceterias da região.

Sob os efeitos de álcool e drogas, os arruaceiros fazem da vida dos moradores de residências próximas um inferno. “A gente está há duas semanas sem conseguir dormir, principalmente nessa última semana de quarta-feira, quinta, sexta e sábado, (19) por conta de carros com o som alto”, denuncia um morador.

Os baderneiros seriam os mesmos que saem de duas boates na localidade. Com a flexibilização concedida pelo governador Marcos Rocha (sem partido), as festas se intensificaram, mesmo com o índice de mortes e registros em alta pelo novo coronavírus na capital. “Pessoal sai das baladas e a festa continua ao ar livre. A gente que tem bebê no prédio não aguenta mais”, lamenta.

Além de ligações para Polícia Militar, vídeos são enviados ao conhecimento da Polícia Ambiental, sem sucesso. Sem solução alternativa foi recorrer ao Ministério Público Estadual (MP/RO). “Quando a Polícia se aproxima com o giroscópio ligado eles abaixam o som para fugir do flagrante”. Sem flagrante os militares vão embora e a festa continua tirando a nossa paz”, destaca o morador.

Num vídeo divulgado os moradores chegam a marcar até o Instagram oficial do governo do estado, MP/RO e Polícia Ambiental. Na postagem comentam. “Enquanto uns estão lutando para salvar vidas, está acontecendo isso aqui na Avenida Calama”.

A referência é aos profissionais de saúde e apoio nas ruas que atuam na linha de frente salvando vidas em decorrência da pandemia da Covid-19. Em Rondônia a doença já vitimou até o último sábado, 6.027 pessoas. Enquanto que em Porto Velho as mortes estão em 2.440, superando países como o Uruguai.

Segundo o artigo 42 do Decreto Lei n. 3.688, a perturbação de sossego é enquadrada como Contravenção Penal. Perturbar alguém, tanto o trabalho quanto o sossego alheio (com gritaria ou algazarra, exercendo ruidosa, abusando de instrumentos sonoros ou provocando barulho com animais de estimação), é passível de prisão simples e multa.

A reportagem deixa espaço para que as instituições se manifestem.

Fonte - NewsRondonia

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