Senadores de RO na mira de Movimento Nacional contra a desestatização da Eletrobrás

A MP 1031 pode ser votada na sessão dessa quinta-feira, sem um acordo entre os parlamentares em torno de uma versão final do texto.
Quinta-Feira, 17 de Junho de 2021 - 08:36

Os senadores Confúcio Moura (MBD) e Marcos Rogério (DEM) entraram na mira de um movimento nacional contrário à privatização da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras). O coletivo vem usando as redes sociais para pressionar todos os senadores, incluindo o representante de Rondônia, para que recusem a MP 1031/2021 que dispõe sobre a desestatização da empresa. A matéria pode ser votada nesta quinta-feira (17) no Senado Federal com relatoria de Marcos Rogério.

No Facebook, o perfil Salve a Energia alerta aos rondonienses que “Privatizar a estatal aumenta a tarifa de energia e trava o desenvolvimento do Brasil. Com a proposta do governo, a energia pode ficar de três a quatro vezes mais cara, impactando diretamente no consumidor brasileiro e repartindo, apenas em benefício à iniciativa privada, toda a riqueza do nosso país”.

Uma publicidade paga pelo Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal pressiona os senadores do MDB e DEM e alerta que “Rondônia pode ficar no escuro” caso a matéria seja aprovada com a ajuda de Confúcio e Marcos, esse último por ser o relator da MP.  

“A MP 1031 vai promover o aumento na conta de luz da população, indústria e comércio, além de colocar o País em risco de apagão. Senador Confúcio Moura, está em suas mãos o futuro do povo de Rondônia: à vela ou lâmpada”.

Em outra postagem, o grupo afirma que “mais de 107 mil pessoas de Rondônia ainda não têm acesso à rede de eletricidade', segundo levantamento do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) (...) Os dados apontam que o estado é o 3º na lista dos que têm mais pessoas em situação de exclusão elétrica na Região Norte. Esse número não é maior por conta do programa Luz Para Todos, que atendeu mais de 16 milhões de famílias, principalmente no Norte do Brasil”.

A MP 1031 pode ser votada na sessão dessa quinta-feira, sem um acordo entre os parlamentares em torno de uma versão final do texto. A medida deve ser alterada e voltar para a Câmara dos Deputados, possivelmente nos próximos dias. Mesmo com o cenário indefinido, o governo Bolsonaro está otimista, pois acredita que a negociação atingirá seu principal objetivo: autorizar a privatização da Eletrobras.

Fonte - NewsRondonia

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