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Quinta-Feira, 24 de Junho de 2021

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'Somos humilhados, extorquidos e obrigados a fazer sexo em troca de nota', denunciam estudantes de medicina na Bolívia

A denúncia é de uma estudante de medicina. Ela prefere não se identificar.
Terça-Feira, 08 de Junho de 2021 - 20:20

O sonho de concluir uma faculdade de medicina há décadas tem levado jovens brasileiros a deixar a família para trás e atravessar para a Bolívia. Porém, o desejo de tornar-se médico acaba por vezes ultrapassando alguns princípios, como os valores morais. “Somos humilhados, extorquidos, assediadas e muitas das vezes, obrigados praticar sexo com doutores, para poder sermos aprovados nas matérias”. A denúncia é de uma estudante de medicina. Ela prefere não se identificar.

As práticas, segundo a vítima estariam ocorrendo na Universidade de Medicina Amazônica, localizada na capital do estado de Pando, em Cobija na Bolívia. Cansada dos assédios, a estudante chegou a enviar áudios endereçados ao site de notícias de Rio Branco. As gravações revelam os assédios que estariam partindo dos professores em troca de vantagem financeira. Tais vantagens envolveriam primeiramente extorsão. E quando o aluno não consegue o dinheiro entraria os assédios sexuais.   

“Não é que a gente não consiga ser aprovada na matéria, é que eles nos prejudicam para arrancar R$ 2 mil, R$2, 5 mil e até R$ 3 mil, e isso não é só de uma matéria. E caso não tenha o dinheiro é quando eles assediam a gente”, declara.

A reportagem apurou que as práticas não são de hoje. E muitos estudantes com receio de serem reprovados cedem as chantagens e aos caprichos dos professores. Professores que deveriam na prática avaliar o desempenho dos acadêmicos, através do que foi ministrado ao longo do semestre, estariam dificultando a aprovação de alguns alunos com interesses pessoais como dinheiro e sexo.

A estudante enxerga que a universidade estaria agindo de forma conivente com os crimes, pois segundo ela, a instituição vem cobrando valores altíssimos para emitir declarações e taxas de matrículas, principalmente aos acadêmicos brasileiros.

Ainda assim, se sente fragilizada diante do que a jovem classifica como descaso. "Não vejo nenhum deputado e principalmente o Consulado Brasileiro fazer nada para garantir nossos direitos, somos humilhados e abandonados, sou acreana e nada fazem por nós”, finaliza.

Com informações do site Notícias da Hora

Fonte - NewsRondonia

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