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Sexta-Feira, 25 de Junho de 2021

Livre

E-book de Fegues já pode ser baixado gratuitamente

Projeto de criação, publicação e lançamento do texto teatral Fegues foi proposto pelo professor do Curso de Licenciatura em Teatro da Unir, Luciano Oliveira, e contemplado no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC
Ter�a-Feira, 01 de Junho de 2021 - 17:35

Os interessados em acompanhar mais detalhes das personagens Renato, Caio Fernando, Nêgo, Belx, Diamond e Flávio já podem baixar o e-book do texto teatral Fegues na íntegra. Escrita pelo professor universitário Luciano Oliveira e lançada no dia 08 de maio em live, a dramaturgia foi contemplada no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC - 1° Edição Alejandro Bedotti do Edital de Chamamento Público de Fomento à Cultura para Pesquisa e Desenvolvimento de Expressões Culturais da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia.

Os leitores poderão baixar o texto teatral no site da Editora Scienza (https://editorascienza.com.br/), no blog (www.lucianodiretor.com) e também no novo site da Trupe dos Conspiradores (https://www.trupedosconspiradores.com.br/). “Já recebi comentários positivos em meu WhatsApp e também nos chats das minhas redes sociais. Em suma, os (as) leitores estão classificando Fegues como muito forte dramaturgicamente e como um texto teatral importantíssimo para as causas LGBTQIA+”, comenta Luciano sobre a recepção da obra.

Editoração do e-book

A editoração do e-book Fegues foi feita pelo editor Gustavo Kaimoti, da Editora Scienza, de São Carlos, São Paulo. A ilustração da capa é de Luís Gustavo Aldunate, artista de Porto Velho. “O processo de editoração começou em fevereiro de 2021, após eu enviar o texto completo ao editor. Ao longo desse mês, a medida que ficavam prontos os demais materiais, como a apresentação e a introdução, eu ia mandando, via Google Drive, à editora Scienza. Contudo, o primeiro contato com esse editor aconteceu em dezembro de 2020, quando eu estava escrevendo o projeto para enviar à SEJUCEL, visando atender a um edital da Lei Aldir Blanc. Gustavo Kaimoti me enviou um orçamento preliminar para a editora de 100 páginas do e-book. Mas o material final ficou com 134 páginas”, relembra Luciano.

Ao longo da diagramação, ocorrida entre fevereiro e abril de 2021, Gustavo Kaimoti enviou a Luciano, por e-mail e por WhatsApp, duas ou três provas do processo, tanto do texto quanto das imagens e das artes do e-book. “Após eu discutir essas provas, também via grupo de WhatsApp, junto aos artistas de Porto Velho que deram depoimentos para a escrita do texto, eu retornava as demandas à editora. E Kaimoti trabalhava com afinco, competência e criatividade sobre elas, a fim de atendê-las com a maior rapidez possível”, conta o professor.

Também houve diálogo entre o editor e o ilustrador da capa, Luís Gustavo Aldunate, com o objetivo de encontrar um caminho estético entre capa e miolo do e-book. “A capa de Fegues ficou muito bonita e impactante. Trata-se de uma aquarela feita a partir de fotos tiradas por Aldunate de um dos artistas que contribuíram com depoimentos para a escrita dessa peça teatral. Simbolicamente, uma das leituras possíveis, dentre várias, é de uma sociedade conservadora e homofóbica vigiando e punindo um homossexual, que sangra com a punição social”, analisa Luciano.

Oficina de Escrita Dramática

O projeto de criação, publicação e lançamento de Fegues contou ainda com a realização de uma oficina de escrita dramática, que aconteceu entre os dias 10 e 12 de maio de 2021, com carga horária de 12h/a.  A “Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos” ocorreu no Google Meet, e contou com alunos (as) de diversos estados do Brasil: Rondônia, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. “Ao longo dos três dias de realização da atividade, discutimos o artigo "Dramaturgias do Real e Depoimentos Autobiográficos: compartilhamentos do eu", do pesquisador e professor Daniel Furtado, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); debatemos os processos poéticos adotados por mim para a escrita do texto teatral Fegues - que fora lançado no dia 08/05/2021; e, por fim, trabalhamos com as sinopses, com a lista de personagens/figuras, com o argumento e com a estrutura de uma ou várias cenas da proposta textual de cada participante. O primeiro encontro contou com interpretação para LIBRAS de Jamilly Martins e Emanuel Vitor”, relembra Luciano.

Ao todo, finalizamos a oficina com nove propostas textuais: 1- AU-LA: NARRATIVAS SOBRE USO DE DROGAS E CUIDADOS, de Fernando Monteiro, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul; 2- "SEM TÍTULO", de João Seubert, de Porto Velho, Rondônia; 3- A NOSSA VERSÃO DO AMOR, de Karina Cristina, de Belém, Pará; 4- ELDORADO, de Ádamo Teixeira, de Porto Velho; 5- AS FANTÁSTICAS AVENTURA NO FOFAMIL, de Suelen de Alencar e Silva (Susuca), de Cuiabá, Mato Grosso; 6- "SEM TÍTULO", de Dayanne Monte de Oliveira Gatti, de Cerejeiras, Rondônia; 7- CONTO E DESENCANTO, de Teo Nascimento, de Porto Velho; 8- VOCÊ QUER SER UMA PRINCESA?, de Mayara Camargo, de Rolim de Moura, Rondônia; e 9- "SEM TÍTULO", de Sabrina Barbosa, de Porto Velho. “Infelizmente, por motivos diversos, nem todos (as) os (as) que se inscreveram na oficina conseguiram chegar ao final. Porém, os (as) que participaram, pelo menos por um dia, contribuíram com suas criatividades para o sucesso do nosso trabalho”, relato o docente que ministrou a oficina.

Os encontros da oficina podem ser revistos nos seguintes links: dia 10/05/21 (https://youtu.be/QqHB4t6y8RY); dia 11/05/2021: (https://youtu.be/_LHxrexUtD8) e dia 12/05/2021 (https://www.youtube.com/watch?v=BPpbZj7Uxsc). “Para finalizar, informo que foram três dias de encontros artísticos intensos e muito produtivos. Todos (os) participantes receberam certificados. E boa parte dos (as) alunos (as) demonstrou interesse em continuar suas produções textuais”, destaca Luciano.

Sobre a live de lançamento e montagem do espetáculo

A realização do evento de lançamento de Fegues ajudou a consolidar, definitivamente, a produção acadêmica e artística da UNIR na agenda cultural de Porto Velho, de Rondônia e do Brasil, gerando renda aos profissionais envolvidos. “Propiciou ainda a ampliação da fruição estética por parte dos web-espectadores, tanto do texto e da leitura dramatizada apresentada em plataforma virtual quanto a partir da participação durante a roda de conversa; e possibilitou aos participantes a experiência de produção artística em ambiente virtual, a partir da plataforma StreamYard e exibição simultânea no Youtube. Outrossim, potencializamos, em termos poéticos, estéticos e humanísticos, seja por meio da live de lançamento ou por meio da Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea, a dramaturgia produzida na atualidade, principalmente de temática LGBTQIA+, a partir das narrativas do real e de depoimentos autobiográficos de seis homossexuais de Porto Velho que sofreram e sofrem diferentes violências por terem escolhido serem quem são”, avalia o proponente do projeto.

O “projeto Fegues” critica e denuncia, ao público-alvo, a homofobia corporativa e social; o racismo; o preconceito − inclusive por parte de grupos de gays − contra homossexuais deficientes, afeminados, transgêneros, doentes crônicos e migrantes. E ajuda a divulgar para a sociedade que existe felicidade, amor, inteligência, competência, respeito e fortes laços familiares no mundo homossexual; e que ser “fegue” não é nenhum demérito para o homem, tampouco uma aberração demoníaca. “Até o dia 21/05/2021 os quatro vídeos do projeto disponibilizados no Canal Luciano Oliveira, no Youtube  (https://www.youtube.com/user/lucianodiretor/videos), tiveram mais de 170 visualizações. Já as notícias sobre o projeto publicadas no site do proponente, bem como no site da Trupe dos Conspiradores e do Departamento de Artes, alcançaram mais de 1000 pessoas. Por fim, os impulsionamentos das artes do projeto nas redes sociais (Instagram e Facebook) do proponente, assim como no Google Adwards, entre 03 de abril e 21 de maio de 2021, alcançaram mais de 630 mil pessoas”, contabiliza Luciano. 

Quando questionado sobre a adaptação de Fegues para o formato on-line, Luciano diz que já está realizando, uma vez que precisou “[...] adaptar (cortar e rearranjar) algumas cenas para a Leitura Dramatizada que ocorreu no lançamento. Mas ainda há muito o que fazer. Essa leitura foi muito importante para eu entender, enquanto dramaturgo e encenador, o que funciona e o que ainda precisa ser aprofundado no texto teatral”.

Fonte - Assessoria
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