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Domingo, 13 de Junho de 2021

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Pesquisador da Fiocruz Amazônia faz um alerta: 'estamos dando muita chance para o vírus evoluir'

As variantes continuam algo bastante preocupante, revela o pesquisador.
Quarta-Feira, 26 de Maio de 2021 - 09:37

Coordenador do Laboratório de Virologia da Fundação Oswaldo Cruz Amazônia, o pesquisador Felipe Naveca tem ganhado notoriedade no Brasil e no mundo. Desde o início da pandemia, ele já vinha alertando os governos para um cenário gravíssimo ligado a contaminação pelo novo coronavírus.

Na época, muitos desses alertas foram ignorados resultando, e o resultado foi uma catástrofe generalizada, como ocorrida nos estados do Amazonas e Rondônia. 

Quatro meses depois que Manaus apresentou-se como o epicentro da mortalidade pela doença, com centenas de mortos, o pesquisador volta ao cenário pandêmico alertar uma próxima catástrofe.

A conclusão pelo especialista veio após observar as politicas públicas governos que cada vez mais se mostram ineficazes para evitar o aumento de casos da Covid-19.

Em entrevista o site A Crítica, ele disse que a criação de barreiras sanitárias é uma das medidas mais eficazes para evitar a proliferação da doença. O Problema, segundo ele, é que o trabalho nunca foi feito no Brasil. “O país não realiza o monitoramento de quem chega ou sai. A necessidade de medidas mais rígidas, com um cadastro de todos que entram. Foi isso que fizeram os países que tiveram maior sucesso frente a pandemia”, pontua.

Para o pesquisador, com o cadastro seria possível fazer um levantamento das novas variantes, levando as autoridades a entrar em contato com as pessoas que chegou ao país infectado, realizando seu isolamento e controle.

As variantes continuam algo bastante preocupante, revela o pesquisador. Isso vai além dos estudos realizados que comprovam a eficácia das vacinas contra o vírus. As mutações, de acordo com Felipe Naveca, devem ser encaradas com preocupação. “Elas têm apresentado com um poder maior de transmissão, e quanto maior o número de infectados, maior os pacientes evoluindo para os casos graves”, explica.

O pesquisador reforça que os cuidados, como o uso de máscaras, higienização com água, sabão e álcool em gel, além do distanciamento social continuam sendo as principais formas para se evitar a contaminação. Não podemos abrir mão desses cuidados, alerta. 

Fonte - News Rondônia

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