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Terça-Feira, 11 de Maio de 2021

10 anos

Suspeitos são presos e ofendem homem na delegacia sem saber que era delegado

Quando os três foram chamados por Rodrigo Souza para serem ouvidos a respeito da prisão pela Guarda Municipal, eles perceberam que o homem que haviam ofendido era o delegado.
Quinta-Feira, 15 de Abril de 2021 - 09:27

Três homens foram presos no último domingo (11), em Curitiba (PR), suspeitos de desacatar guardas municipais. Eles foram levados para a delegacia e dois deles se envolveram em outra confusão. As informações são do G1.

Sem saber, eles acabaram desacatando também o delegado, que filmou a situação em que chegou a ser xingado pelos rapazes.

“Quando cheguei, vi que eles estavam alterados e perguntei o motivo de estarem gritando. Falaram que não iriam falar comigo, porque eu não mandava nada, que só iriam falar com o delegado, e aí começaram as agressões [verbais]”, disse o delegado Rodrigo Souza ao G1.

“Um deles me chamou de safado, usou um palavrão e me chamou de ‘cabação’. O outro perguntou se eu já tinha lido algum livro na vida, disse que eu tinha cara de analfabeto”, explicou o delegado.

Quando os três foram chamados por Rodrigo Souza para serem ouvidos a respeito da prisão pela Guarda Municipal, eles perceberam que o homem que haviam ofendido era o delegado.

“Aí pediram desculpas. Eles estavam na carceragem esperando serem ouvidos. Disseram que são estudantes e não poderiam ser tratados daquela forma. Mas não tinha nada diferente do comum”, explica o delegado.

Eles responderão por desacato aos guardas municipais. Um deles foi liberado, os outros dois acabaram presos até o dia seguinte, segunda-feira (12), por conta das ofensas ao delegado.

“Como somaram os crimes, os dois que me xingaram ficaram presos. Arbitrei fiança de R$ 1 mil e pagaram só em juízo”, explicou Rodrigo Souza ao G1. Depois do pagamento da fiança, os dois jovens saíram da prisão.

Segundo o delegado, embora eles não tenham dito nenhuma ofensa racista, ele entendeu a situação como racismo estrutural.

“Eles não falaram nada racista, portanto nenhuma injúria racial, mas ficou bem claro. Não cogitaram que eu fosse delegado em razão do racismo estrutural, por eu ser negro, não posso ser um delegado?”, questiona Rodrigo.

Fonte - 010 - istoe

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