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Sabado, 15 de Maio de 2021

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Pesquisadores da Ufam estudam o 'mastruz' como componente para inibir a replicação do novo coronavírus

A flor e a semente são tóxicas. Agora os pesquisadores avaliam como combater a Covid-19 com a planta da forma mais eficaz.
Segunda-Feira, 12 de Abril de 2021 - 16:59

A sabedoria popular já acredita no poder medicinal do Mastruz (Dysphania ambrosioides, syn. Chenopodium ambrosioides) que tem origem na América Latina e está presente no Brasil e em várias partes do mundo. A planta é divulgada por muitos povos no tratamento de doenças respiratórias e a ela são atribuídas propriedades expectorante, cicatrizante, anti-inflamatória e antiviral, entre outras. Seja para um tosse, gripe, ou problemas anti-inflamatórios. A partir dessa crença, pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) passaram a comparar as principais enzimas do novo coronavírus (SarsCoV-2) com um dos componentes do mastruz. 

“A rutina é um bioflavonóide abundante não só presente do matruz como em plantas em frutas. No caso do mastruz, as concentrações de rotinas são elevadíssimas, o que potencializa as propriedades”, explica o químico Felipe Moura da Silva.

A rutina é descrita como antiviral, como anticoagulante e outras propriedades que acaba trazendo benefícios, por exemplo, para quem tem uma doença respiratória. Porem, os cientistas alertam que o mastruz pode ser tóxico. Mastruz com leite pode ser um abortivo. A flor e a semente são tóxicas. Agora os pesquisadores avaliam como combater a Covid-19 com a planta da forma mais eficaz.

Resíduos de folhas e caule foram retirados da planta pelos pesquisadores. As amostras foram enviadas para São Paulo onde vão passar um processo que verificam quais os efeitos no corpo e a quantidade mais adequada. A hipótese é que o chá pode ser eficaz contra a doença. “Os estudos são preliminares que indicam a constituinte do mastruz como a rutina no combate ao novo coronavírus. Mas as sementes e as folhas, e outras substâncias que podem levar ataque cardíaco ou mesmo a aborto precoce”, declara a professora de genética da Ufam.

Depois disso e com estudos publicados, a ideia é possibilitar que a planta passe a ser usada como medicamento fitoterápico contra a doença, mas da forma correta. “A forma difusão e um pouco mais fraca, mas onde nós conseguimos os constituintes de interesse: eu pego uma xícara de café que tem 10 gramas da mistura do caule com a folha lavada cortada e coloco em meio litro de água o que dar para uma pessoa tomar três vezes ao dia”, afirma a pesquisadora.

Fonte - News Rondônia

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