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Domingo, 09 de Maio de 2021

Livre

Falsa enfermeira que realizou vacinação tem prisão anulada pela Justiça

Desembargadora entendeu que não foram encontrados elementos que sustentassem a detenção de Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas
Sexta-Feira, 09 de Abril de 2021 - 12:39

A prisão da falsa enfermeira que teria vacinado empresários de Belo Horizonte com supostas doses de imunizantes contra a COVID-19 teve a prisão anulada pela Justiça nesta quinta-feira (08/04). Uma desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) entendeu que não foram encontrados elementos suficientes que sustentasse a detenção de Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas, que, na verdade, é cuidadora de idosos, segundo a Polícia Federal. A informação da anulação da prisão de Cláudia foi dada pelo “O Globo” e confirmada pelo Estado de Minas.

Na decisão, a desembargadora Mônica Sifuentes considerou a prisão como irregular, uma vez que agentes da Polícia Federal não encontraram elementos que ligassem Cláudia a um esquema de vacinação irregular. Na ocasião, foram apreendidos seringas, agulhas, vacinas contra a gripe, cartões de vacina e soro fisiológico, o que levantou a possibilidade de as doses aplicadas em empresários de BH serem falsas.

Cláudia havia sido presa no dia 30 de março e autuada no Artigo 273 do Código Penal, que trata de falsificação e adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Na ocasião, a prisão da falsa enfermeira foi ratificada em flagrante, o que também foi questionado pela desembargadora, uma vez que os mandados de busca e apreensão foram cumpridos cinco dias depois da vacinação irregular dos empresários.

No sábado (03/04), a Justiça concedeu liberdade provisória para Cláudia, que deixou a Penitenciária de Belo Horizonte I (Estevão Pinto), na Região Leste da capital mineira.

Nova denúncia

A cuidadora de idosos investigada pela suspeita de se passar por enfermeira e aplicar uma suposta vacina contra a COVID-19 em empresários e políticos no mês passado na garagem de uma empresa de ônibus teria feito o mesmo com moradores de um prédio de luxo na Região Oeste de Belo Horizonte.

O novo caso foi divulgado pela rádio Itatiaia na manhã desta terça-feira (06/04). Segundo a reportagem, o esquema clandestino teria começado em 5 de março em um condomínio que fica no Bairro Gutierrez. Membros de pelo menos três famílias que moram no local teriam recebido aplicações a R$ 600 cada.

A rádio afirma que há registros de Cláudia Mônica Pinheiro Torres - que se apresentava como enfermeira, segundo as investigações - entrando no prédio nos dias 5, 17 e 22 de março, antes do caso da garagem, que veio à tona em uma reportagem da revista Piauí. Um vídeo obtido pela reportagem mostra a suspeita entrando no prédio do Gutierrez.

Entre os vacinados estaria o dono de um aras no interior de Minas que, de acordo com a reportagem da Itatiaia, pode ser o elo entre a mulher e os empresários da Saritur, onde teria ocorrido a vacinação clandestina. 

Entenda o caso

Cláudia teria sido contratada pelos irmãos Robson Lessa e Rômulo Lessa, donos da Saritur, para aplicar a suposta vacina contra a COVID-19 em um grupo superior a 80 pessoas. O suposto imunizante teria sido fornecido pela mulher.

Segundo a revista Piauí, em reportagem publicada em 24 de março, Cláudia cobrava R$ 600 por doses do que afirmava ser da vacina. O filho da falsa enfermeira prestou depoimento à PF na tarde passada (05/04). A suspeita é de que ele seja o responsável pelo recebimento dos pagamentos, que ocorriam, muitas vezes, via Pix, o que pode facilitar as investigações.

Uma das pessoas que teria recebido a aplicação, segundo a revista, é o ex-senador Clésio Andrade. A PF apreendeu uma lista com mais de 80 nomes de pessoas que teriam passado pelo procedimento, mas o nome de Clésio Andrade não consta nela.

Ele seria ouvido na sede da PF em Belo Horizonte hoje, mas o depoimento dele foi suspenso, segundo a defesa.

A cuidadora chegou a ser presa durante a Operação Camarote, desencadeada no mês passado, mas foi liberada.

Soro no lugar de vacina

Diligências feitas pela Polícia Federal encontraram na casa de Cláudia de Freitas ampolas de soro fisiológico. A suspeita é que era isso que vinha sendo aplicado nas pessoas que contratavam seus serviços.

Na ocasião, as autoridades constataram que a mulher, que na verdade é uma cuidadora de idosos, atendia também em domicílio.

De acordo com as investigações, um dos bairros em que ela mais fez 'atendimentos' – em casas e apartamentos – foi o Belvedere, de classe alta, no Centro-Sul de BH.

Fonte - 20 - Estado de Minas

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