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Sabado, 17 de Abril de 2021

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Justiça manda invasores saírem da RESEX JACUNDÁ em 15 dias sob pena de usar força policial

Durante a fala do Oficial de Justiça – que não teve a identidade revelada por questão de segurança, vez que a região vive supostamente infestada de elementos suspeitos
Sabado, 27 de Março de 2021 - 10:02

Vila Nova Samuel, CANDEIAS (RO) – Somente na segunda intervenção da Justiça Estadual nos últimos anos é que invasores da Reserva Extrativista Jacundá, no bioma do antigo Projeto de Assentamento Florestal (PAF Jequitibá), ao longo da Linha 50, irão deixar a área depois de cometerem supostos crimes ambientais. 

A ação foi comemorada pelas populações tradicionais, entre os quais, remanescentes de soldados da borracha, além de agricultores assentados no Projeto Fundiário que deu origem à Vila Nova Samuel cujo advento social, econômico e financeiro a pequenos proprietários rurais, 'nos deu a chance de se ter um pedaço de terra da União para morarmos, plantarmos e vivermos ameaças de grileiros', desabafam moradores locais. 

Na manhã segunda-feira (22), representantes da Justiça, acompanhados de guarnições de parte das forças de segurança sediados na Capital Porto Velho, deram o último ultimato aos invasores, distribuídos entre madeireiros, ex-apenados da Justiça Federal e empresários de Candeias do Jamari e de Itapuã do Oeste, para que deixassem a Resex, espontaneamente.

Um dos oficiais, observado a distância por militares armados em meio à parte da floresta ainda em pé ao longo da LP-50, onde o INCRA diz que investiu cerca de R$ 3 milhões na estrada, construção de imóveis e eletrificação rurais, 'invasores receberam o ultimato para em 15 deixarem a área sob pena de serem retirados à força'. 

Durante a fala do Oficial de Justiça – que não teve a identidade revelada por questão de segurança, vez que a região vive supostamente infestada de elementos suspeitos -, 'ficou claro que nenhum dos invasores possuía plantações nem casas no local'. No contraponto a isso, foi apurado com por parte de dirigentes da Associação de Moradores da Linha 45, que, 'apenas os seguranças armados da invasão dormiam dentro da reserva'. 

- O grupo restante, na maioria, dormia em propriedades do dono de um supermercado, chácaras e fazendolas fora e dentro da Vila Nova Samuel, atestou um interlocutor dessa entidade que teria passado informações aos órgãos de controle para a operação de desafetação da RESEX Jacundá. 

De acordo com o que disse o Oficial de Justiça, aos 'aos espias e seguranças da invasão ainda à beira do Rio Verde, onde uma guarita foi montada para manter o controle naquela região, 'o Estado de Rondônia exigiu a retirada em 72 horas, mas, a Juíza ampliou o prazo para 15 dias, a contar da última segunda-feira 22'.

Porém, parte dos dirigentes da Associação de Moradores da Linha 45, ponderou e classificou a medida como, supostamente, alongada. Segundo a fala deles, 'isso dará tempo para que os grupos retirem pá carregadeira, PCs e tratores Skib que vinham sendo usados na extração ilegal de madeira e minério'. Inclusive, inclusive, pertencentes a uma corporação mineraria sediada em Itapuã D'Oeste que havia comprado por R$ 200 mil vários lotes de terras dentro e entorno da RESEX Jacundá.     

APARELHADOS PARA INVADIR – Desde a formação de caravanas oriundas de vários pontos do Estado, de Mato Grosso e Minas Gerais, que, o Jornalismo Investigativo de o NEWSRONDÔNIA alertou o IBAMA, ICM-Bio e o Batalhão Ambiental sobre o episódio, a terceira edição da invasão da RESEX Jacundá e região do PAJ Jequitibá. Mas, a ação principal para conter os invasores – no meio DOS ILEGAIS foram identificados comunitários, madeireiros e mineradores de Machadinho Do Oeste e Ariquemes -, coube ao Governo do Estado, que acionou a Justiça para desafetação de toda a região ocupada, ilegalmente, que, anteriormente, vinham se passando por militantes da Liga Camponeses Pobres (LCP). 

Sobre o episódio, um interlocutor da LCP, nesta Capital, deixara vazar por terceiros que, 'nenhuma ação do movimento é registrada no calendário das lutas pela posse de terras naquela parte do Estado'. Isso fez com que, o Jornalismo do NEWSRONDÔNIA, fosse à área invadida apurar a situação que chegou até a decisão interposta pelo Estado junto à Justiça – que decidiu pela desocupação da RESEX Jacundá nos próximos 15 dias.  

Fonte - News Rondônia

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