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Quinta-Feira, 22 de Abril de 2021

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Com leitos de UTI para Covid-19 em falta, pacientes em Rolim de Moura vivem drama na porta de hospital

Distante quase 500 km de Porto Velho, Rolim Moura Zona da Mata se transformou em um dos cenários do caos com o aumento da Covid-19.
Quinta-Feira, 18 de Março de 2021 - 15:23

Esta semana 176 pessoas aguardavam por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Rondônia. Mas informação da Secretaria de Estado da Saúde revela que, há 54 dias não surge vaga no Estado.  Quanto mais as horas passam, a chance de quem está com a Covid-19 e necessitando do recurso para sobreviver diminui. Distante quase 500 km de Porto Velho, Rolim Moura Zona da Mata se transformou em um dos cenários do caos com o aumento da Covid-19.

No principal hospital do município, o João Amélio da Silva, pacientes agonizam esperando por atendimento médico. “Tem quase uma hora que eu estou aqui. Não fui atendido e se quer passei pela triagem. Não consigo respirar”. O drama é narrado pelo morado, Alexandre Moreira da Silva que se queixa de falta de ar e tosse. O paciente representa mais uma sequência de registros de contaminados pela Covid-19 no município, que tem 4.660 registros confirmados e 77 mortes até o fechamento da reportagem. O morador após algumas horas, finalmente conseguiu atendimento.

Como está ocorrendo em todo o Estado, faltam leitos de UTI e profissionais para atender aos doentes do município com população de 55 mil habitantes. Como se não bastasse, Rolim de Moura teme pela falta de oxigênio no hospital. Em entrevista, a direção da unidade hospitalar admite o caos. “Tivemos um dia atípico e não temos um quantitativo de “balas” para atender a demanda. Fui várias vezes a Cacoal buscar oxigênio”, afirma o diretor do Hospital Ronilton Gonçalves.

A família de um homem de 44 anos que morreu na última sexta-feira (14), denúncia o hospital por negligencia. A vítima deu entrada na unidade queixando de sintomas da Covid-19. O rapaz ainda conseguiu fazer a coleta do exame anticovid. Em seguida os médicos disseram que ele poderia retornar para casa. Horas depois o paciente teve uma parada cardíaca vindo a óbito de madrugada. “Deu tipo um infarto. A esposa chamou uma ambulância, mas não deu tempo”, lamenta um familiar da vítima.  

Também esta semana, o município de Ji-Paraná entrou em colapso no seu sistema de saúde. A direção do Hospital Candido Rondon declarou que não tem mais capacidade de receber e muito menos realizar internações. Até os atendimentos normais precisaram parar, “e só devem retornar quando a situação for normalizada ou que os casos da Covid-19 reduzam”. 

Fonte - News Rondônia

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