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Segunda-Feira, 19 de Abril de 2021

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Sociedade de Pediatria diz que impacto da Covid foi menor entre crianças e adolescentes nos dois primeiros meses de 2021

Taxa de letalidade entre crianças e adolescentes hospitalizados por Síndrome Respiratória Aguda Grave relacionada à Covid-19 caiu de 8,2% para 5,8%.
Quinta-Feira, 18 de Março de 2021 - 15:54

O agravamento da pandemia de Covid-19 nos dois primeiros meses deste ano não aumentou, proporcionalmente, as internações e as mortes de crianças e de adolescentes no Brasil, de acordo com análise da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com base em dados do Ministério da Saúde.

A SBP divulgou nesta quarta-feira (17) uma nota técnica na qual avalia os boletins epidemiológicos semanais do governo federal.

Segundo dados do Ministério da Saúde analisados pela SBP referentes a crianças de 0-5 anos:

Hospitalizações Covid: taxa caiu de 1,27% em 2020 para 1,05% em 2021

Mortes Covid: taxa caiu de 0,29% em 2020 para 0,21% em 2021

Letalidade Covid: taxa caiu de 7,42% em 2020 para 5,3% em 2021

Em números absolutos, os dados mostram que 562 crianças (0-5 anos), de um total de 191.552 óbitos, morrem por Covid-19 em 2020, uma média de 1,5 morte pela infecção por dia.

Em 2021, do total de 30.305 mortes de crianças na mesma faixa etária, 65 delas foram por Covid-19. O dado representa uma média de 1,16 óbito diário pela infecção, taxa ligeiramente menor quando comparada ao ano passado.

Já em relação às hospitalizações, os dados mostram que a média de crianças na mesma faixa etária (0-5 anos) internadas por dia foi pouco maior em 2021 quando comparada ao ano passado: enquanto 2020 teve uma média de 20,39 crianças internadas diariamente, 2021 teve uma média de 21,57 internações pela Covid por dia.

Em números absolutos, das 594.587 hospitalizações infantis em 2020, 7.566 delas foram por Covid. Em 2021, do total de 114.817 hospitalizações infantis, 1.208 foram por causa da infecção.

A análise aponta que as médias de internações e mortes na faixa etária de zero até 19 anos têm sido menores, apesar da piora no quadro geral da pandemia no país, de acordo com a nota técnica assinada por Marco Aurélio Sáfadi e Renato de Ávila Kfouri, presidentes do departamentos de Infectologia e de Imunizações da SBP.

"Quando observamos um aumento generalizado da doença, vamos ver um número absoluto de adolescentes, idosos, crianças, todas as faixas etárias, se distribui com a mesma proporção. [mas] Crianças raramente são hospitalizadas, menos de 3% das internações são com menores de 20 anos de idade, cerca de 1,5% são menores de onze anos, e só 0,5% ou 0,3% das mortes são com menores de 5 anos", explicou Kfouri à GloboNews nesta quinta.

"0,3% das mortes são crianças parece pouco, mas estamos falando de praticamente mil crianças desde o início da pandemia. É muita gente, não podemos contentar e dizer que não são importantes, mas dentro do total, as crianças são poupadas proporcionalmente. Isso não é só no Brasil", afirmou o infectologista.

Kfouri também informou que, até o momento, as novas variantes do coronavírus estão acometendo "menos ou com menor gravidade" crianças do que adultos e idosos.

Números da queda

Crianças e adolescentes nesta faixa etária correspondem a 25% da população brasileira. Em 2020, crianças e adolescentes representaram 2,46% do total de pacientes internados e 0,62% de todas as mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), nas quais estão enquadrados os casos de Covid-19.

Considerando os números de janeiro e fevereiro de 2021, essas médias caíram para 1,79% das internações e 0,39% das mortes.

Ainda conforme a nota técnica, a taxa de letalidade em crianças e adolescentes hospitalizados por SRAG relacionada à Covid-19 caiu de 8,2%, em 2020, para 5,8% em 2021.

Hipóteses para menor risco

Os autores da nota afirmam que várias hipóteses foram formuladas para tentar explicar o motivo de essa faixa etária ser menos suscetível ao desenvolvimento de formas graves da Covid-19.

Entre as hipóteses, os pesquisadores ao redor do mundo cogitam: menor expressão de receptores ao vírus, exposição recente a outros coronavírus – proteção cruzada, imunidade inata mais desenvolvida, entre outros.

Apesar dessa menor suscetibilidade, a SBP recomenda a continuidade dos estudos de imunização em crianças e jovens para que eles também possam ser vacinados em um futuro próximo.

Fonte - 20 - Por G1

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