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Sabado, 10 de Abril de 2021

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DIA DA MULHER - Servidora pública acredita na solidariedade humana e faz dela o instrumento de vida

Terceira filha numa família de nove irmãos, ela lembra que foram dez, mas um faleceu. A exemplo de muitas jovens de sua geração, ela começou a trabalhar na juventude.
Segunda-Feira, 08 de Março de 2021 - 09:20

Maranhense de São Luís, Terezinha do Menino de Jesus Bartolomeu Bogéa, 67 anos, se dedica à prática do bem desde o início do seu trabalho em Ariquemes, na extinta Legião Brasileira de Assistência (LBA). Neste Dia Internacional da Mulher (8), a servidora da Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom) dirige-se a todas com um gesto de amor: “Acreditem em sua força, e em suas orações. Sintam o outro”.

Terceira filha numa família de nove irmãos, ela lembra que foram dez, mas um faleceu. A exemplo de muitas jovens de sua geração, ela começou a trabalhar na juventude. Aos 17 anos, trabalhou na Escola Pio XII em Niterói, quando os pais se mudaram para o Rio de Janeiro.

Quando o administrador Evandro Saraiva Bogéa e dona Nina Bartolomeu Bogéa, então funcionária federal, voltaram para São Luís, Terezinha trabalhou quatro anos como assistente administrativo na Secretaria Estadual da Fazenda do Maranhão. “Antes de falecer, meu pai gerenciou a Toshiba (fabricante de eletroeletrônicos)”, conta.

Terezinha se mudou para Fortaleza com o marido, José Evandro Bastos Oliveira, que aceitou proposta para trabalhar num grupo empresarial forte no ramo gráfico, fabricante de redes e outros produtos de aceitação nacional. Lá ficou dois anos, até que no final dos anos 1970 vieram para Porto Velho, quando o ex-Território Federal de Rondônia atraía migrantes de todo o País.

“Sou muito grata pelos meus 42 anos de Rondônia, aqui é a minha terra, é a terra onde emana leite e mel”, ela declara.

Remexendo os arquivos, encontra uma foto com Aida Teixeira, última primeira-dama do território e primeira do novo Estado. “Ela prestigiava a mulher técnica e administradora, a mulher médica, todas as profissionais que serviam ao Estado. Muitas vezes, pessoalmente ia às repartições levar o seu estímulo”, elogia.

Em 1978, designado pelo Ministério do Interior, José Evandro ingressou na Secretaria do Planejamento do extinto território federal, com a experiência do curso de Administração municipal na Fundação Getúlio Vargas, no Rio.

A trajetória de Terezinha acompanhou a do marido (falecido pouco antes dos 70 anos), que fora nomeado prefeito de Ariquemes pelo então governador, coronel Humberto da Silva Guedes.

“Fui trabalhar na primeira agência do Banco do Brasil ainda com material pré-fabricado; me lembro que o gerente Nei Simões me disse: Tereza, o contrato é por apenas um ano, e eu passei o tempo todo atendendo a clientela interessada em financiamento agrícola, cacaueiros, cafeicultores, e outros mais”.

O contato com as pessoas nessa cidade, a 200 quilômetros de Porto Velho ensinou-a para o futuro, quando passou períodos na Secretaria Estadual de Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), no extinto Departamento de Comunicação Social (Decom), e depois na Secom.

Na LBA em 1980, Terezinha conheceu muitas mulheres em sua maioria carentes. A coordenadora do extinto órgão à época, Maria Alice, deu-lhe sala própria para receber o público, mas do que ela gostava mesmo era de pegar sol e chuva em estradas precárias que a conduziam até as linhas e travessões de Ariquemes quando foi primeira-dama. Nos cantões do município entregava cadeiras de roda e óculos às pessoas. Entre outras prestações de socorro, lembra-se da criança queimada com lamparina que internou no hospital regional, e do marido prefeito José Evandro, surpreso com sua determinação.

“Tereza, não tem carro! ele me dizia, e eu não tive dúvida em pedir ao motorista do carro da coleta do lixo para eu entregar a cadeira de rodas de um senhorzinho que aguardava havia meses e muito alegrou-se lá no mato ao receber o que tinha direito”.

Findo o mandato do prefeito, o casal mudou-se para Porto Velho. Ele ainda trabalhou na Seplan (hoje Sepog), e ela na LBA, responsabilizando-se pelos cuidados com idosos. A sede do órgão ficava na Avenida Pinheiro Machado, e ali ela permaneceu mais dois anos, ingressando em seguida no extinto Banco do Estado de Rondônia (Beron), em 1983, no Governo do coronel Jorge Teixeira de Oliveira.

“Fui técnica bancária até 1998, deixei de trabalhar quando o banco acabou, me empreguei numa loja de perfumes importados no shopping da Rua Carlos Gomes, e depois fui subgerente numa clínica de emagrecimento”, conta.

Por um ano e oito meses trabalhou também numa grande loja de roupas, sapatos e bolsas. Desempregada em seguida, recebeu o apoio de uma amiga jornalista que lhe informou da seleção de currículos de uma  Rádio que se instalava em Porto Velho e precisava de alguém com experiência bancária. “Pronto, era meu esse emprego, eu tive essa experiência, fui contratada e trabalhei até 2012”.

Preparou novamente o currículo, foi aprovada e passou a trabalhar na área de processos no antigo Decom, em 2013. No ano seguinte, foi servir à Seas, durante o assentamento de famílias do Residencial Orgulho de Madeira. “Era um serviço com relatório que me fez empregar outra vez a experiência bancária”, sorri.

Na Secom ainda desenvolveu importante papel como assistente de comunicação, onde conheceu dezenas de profissionais e se tornou conselheira de alguns deles, sempre em momentos de necessidade de cada um. Muito querida por todos, é tratada como uma mãe, não faltam pessoas para receber orientações e até mesmo oração. Terezinha Bogéa é um vulto entre as mulheres rondonienses nas derradeiras quatro décadas, que contribuiu para o desenvolvimento socioassistencial em Rondônia.

Fonte - 010 - SECOM - GOV/RO

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