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Domingo, 11 de Abril de 2021

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Procurador pede suspensão imediata de obras no trecho da BR-319

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vem estudando o licenciamento de 405 quilômetros, os quais o órgão já solicitou um aditivo para complementação dos estudos de impactos ambientais.
Terça-Feira, 02 de Março de 2021 - 20:13

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas (TCU) Lucas Rocha Furtado pediu esta semana a [suspensão de forma cautelar] do trecho de 52 quilômetros das obras da Br-319. A parte em questão liga Porto Velho a Manaus no Amazonas e é considerado uma as áreas mais preservadas da Floreta Amazônica.

Bolsonaro tem a obra como prioritária, inclusive foi tema de uma reportagem publicada pela Revista Veja. Desde então, a construção tem sido motivo de embargo. Ao motivo que a classifica como de alto grau de destruição para floresta e os animais.

Políticos de direita e esquerda, prefeitos, governadores e diversos setores defendem a reconstrução. Segundo a classe a obra vai tirar o Amazonas do isolamento com o restante do Brasil por meio rodoviário, que não seja o aéreo ou fluvial como acontece nos dias de hoje. O interesse é tanto que na semana passada foi criada no Congresso Nacional a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Pavimentação da BR-319.

Aos olhos de pesquisadores e ambientalistas, a pavimentação da rodovia é algo que pode trazer danos ambientais para a floresta, como o aumento descontrolado do desmatamento e o extermínio de diversas espécies.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vem estudando o licenciamento de 405 quilômetros, os quais o órgão já solicitou um aditivo para complementação dos estudos de impactos ambientais.

Além disso, ele aponta o governo Bolsonaro como duvidoso quando o assunto é são as boas práticas ao meio ambiente. “Minha preocupação reside no fato de a redução dos impactos ambientais depender diretamente da plena execução das chamadas “medidas mitigadoras”, condição que, pelo histórico da política ambiental do governo Bolsonaro, tende a não se concretizar. Pergunto: a par de todos os demandos trazidos ao conhecimento do Tribunal de Contas por meio de minhas representações pretéritas, é impossível atribuir, sem margem de dúvida, plena credibilidade às mais novas “boas intenções” do governo Bolsonaro? Acredito que não”, escreve ele. 

Fonte - News Rondônia

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