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Domingo, 18 de Abril de 2021

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OMS faz "forte recomendação" contra uso de hidroxicloroquina na prevenção à covid-19

Estudos apontaram que substância não teve efeito significativo em mortes e admissões em hospitais e que provavelmente aumenta o risco de efeitos adversos
Terça-Feira, 02 de Março de 2021 - 12:10

Um painel de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira (1º) uma recomendação contrária ao uso da hidroxicloroquina como método de prevenção para a covid-19. Eles dizem que os estudos não mostraram resultados significativos sobre mortes ou internações e apontaram riscos de efeitos adversos provocados pela substância. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu o uso do remédio ao longo da pandemia, embora várias pesquisas tenham mostrado que ele não tem eficácia contra o coronavírus.

A nova recomendação é de autoria do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes (GDG, na sigla em inglês) da OMS. Os especialistas dizem que a "forte recomendação" é baseada em evidências de alta certeza obtidas em seis estudos randomizados e controlados com 6 mil participantes.

"A evidência de alta certeza mostrou que a hidroxicloroquina não teve efeito significativo em mortes e admissões em hospitais, enquanto evidência de certeza moderada mostrou que a hidroxicloroquina não teve efeito significativo sobre infecções confirmadas em laboratório e provavelmente aumenta o risco de efeitos adversos", declarou a OMS em nota à imprensa.

O grupo, diz a organização, considera que a droga não tem mais prioridade para pesquisa e que os recursos devem ser usados para avaliar outras drogas mais promissoras na prevenção contra o vírus. "Essa diretriz se aplica a todos que não têm covid-19, independentemente da exposição a uma pessoa com a infecção", reforçou.

A recomendação desta segunda-feira é a primeira versão de uma diretriz voltada a medicamentos capazes de prevenir a doença. O objetivo da OMS é promover orientação confiável sobre a gestão da covid-19 e ajudar médicos a tomarem melhores decisões para seus pacientes. A diretriz poderá ser atualizada diante de evidências. Novas recomendações serão acrescentadas no momento em que estudos de relevância se tornarem disponíveis.

A cloroquina e a hidroxicloroquina integram orientação oficial emitida pelo Ministério da Saúde no ano passado, com recomendação voltada a casos leves, moderados e graves. Neste ano, um aplicativo da pasta chegou a sugerir os remédios até a bebês, e foi retirado do ar. O Estadão mostrou que as prefeituras que receberam a doação do ministério agora querem devolver os medicamentos sem eficácia.

Fonte - 20 - gauchazh

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