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Domingo, 11 de Abril de 2021

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Jogador Marcinho é denunciado por homicídio culposo por atropelar professores

Na denúncia, MPRJ lembra que o atleta estava acima da velocidade permitida e não parou para socorrer casal do Cefet.
Sexta-Feira, 26 de Fevereiro de 2021 - 17:49

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ denunciou o jogador Márcio Almeida de Oliveira, o Marcinho, por homicídio culposo — quando não há intenção de matar —, com o agravante de não ter prestado socorro.

Marcinho atropelou um casal de professores do Cefet no dia 30 de dezembro, na Avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Alexandre Silva de Lima morreu na hora; a mulher, Maria Cristina José Soares, ficou internada uma semana, mas não resistiu.

A denúncia foi oferecida na segunda-feira (22) à 34ª Vara Criminal da Capital.

Marcinho jogou 2020 pelo Botafogo e foi dispensado no fim do ano.

De acordo com o MPRJ, Marcinho trafegava acima da velocidade permitida quando atropelou os dois professores. Um laudo da Polícia Civil atestou que o carro do jogador estava a 98 km/h — quando o limite da via é de 70 km/h.

A denúncia cita ainda que, após o impacto, o atleta seguiu com seu veículo. Câmeras de segurança mostram Marcinho parando o carro perto do local do acidente e indo para a casa de um amigo.

Em depoimento, Marcinho afirmou que dirigia a 60 km/h e que tentou desviar do casal. Testemunhas já tinham contestado a versão do jogador, afirmando que o Mini Cooper estava em alta velocidade e "costurando o trânsito".

A pena prevista para esse caso é de até seis anos de prisão.

Questionado sobre a denúncia, o advogado de defesa do jogador, Gabriel Habib, afirmou que não irá se manifestar neste momento.

Imagens desmentem versão de jogador

Imagens de câmeras de segurança mostram Marcinho tomando chope em um restaurante no dia do acidente. De acordo com a polícia, o jogador bebeu cinco chopes e uma água.

Em entrevista ao Fantástico em janeiro, Marcinho confirmou ter ido ao restaurante com amigos, mas negou ter consumido bebida alcoólica no local. O jogador se apresentou à polícia cinco dias depois do atropelamento, o que não permitiu exame toxicológico.

"Estávamos conversando. Não ingerimos nada, eles até beberam, eu fiquei sem beber nada", disse o jogador na época.

Fonte - 20 - Por G1 Rio

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