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Terça-Feira, 09 de Março de 2021

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Calendário e falta de dinheiro podem fazer 2021 ser similar a 2020 no futebol

O futebol brasileiro tem alguns clubes sedimentados no topo. E em 2021 isso deve continuar.
Terça-Feira, 09 de Fevereiro de 2021 - 16:24

O cenário atual do futebol brasileiro não é fácil. Se para o Barcelona as dívidas empilham, nossos clubes em sua grande maioria também estão contando moedas. Grandes investimentos são improváveis e sem tempo de descanso entre o fim do Brasileiro e o começo dos estaduais, é de se esperar que nada mude muito.

É normal ao dar uma espiada nas apostas desportivas em 2021 ver odds que favorecem os três times que mais investiram nos últimos meses – Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG – e o Internacional, que faz campanha incrível no Campeonato Brasileiro.

Mas há chances de outras equipes aparecerem. O que justifica a confiança nesses clubes citados?

Palmeiras e Flamengo são a elite

Nos últimos anos tivemos um duelo Rio-SP nas notícias econômicas, balanços e faturamentos do futebol. Flamengo e Palmeiras são as equipes melhores geridas, equilibrando excelentes arrecadações com público nos estádios, patrocínios, venda de produtos licenciados e de atletas.

E apesar disso não ser garantia de título, é garantia de competitividade. O Flamengo não teve um ano de 2020 como teve em 2019, mas segue forte. O Palmeiras desde que teve uma revolução na gestão com Paulo Nobre passou de equipe que quase caiu em 2014 para campeão da Copa do Brasil em 2015, Brasileiro em 2016 e 2018 e da Copa Libertadores em 2020.

Ambos foram bastante impactados pela pandemia, mas a geração de renda voltará depois que esse momento for superado e o resultado esportivo deve seguir o mesmo. Por isso a confiança nas casas de apostas que Flamengo e Palmeiras vêm fortes para a temporada 2021, mesmo com as muitas competições, um calendário apertado e ainda sem notícias de reforços.

E o Atlético-MG?

A contratação de Hulk foi a cereja do bolo para um Galo que gastou sem parecer que estamos em uma pandemia. O ano foi decepcionante desde o começo, com eliminações logo de cara com Dudamel e Sampaoli não conseguindo dar consistência à equipe. Algumas atuações – especialmente as duas contra o Flamengo – foram de encher os olhos, mas o time perdeu pontos bobos.

Mas esses contratempos podem servir de aprendizado e com Hulk a equipe ganha um atacante que pode decidir jogos e de enorme imposição física, algo que não tem em Keno e Vargas, que tem outras características.

O elenco é qualificado e tem jogadores de qualidade em todas as posições. Sampaoli fica? Ai é com o argentino, que é conhecido pela intempestividade e o temperamento forte. Mas caso ele saia, não faltarão treinadores interessados em comandar um elenco como esse. Com o estádio chegando e mecenas atuando de forma direta na contratação, o torcedor quer aproveitar a oportunidade para voltar a ganhar os maiores títulos que disputa.

E os outros times?

O futebol brasileiro nunca é lógico e equipes desacreditadas podem surgir fortes. O Internacional é um exemplo sensacional. O Santos ficou muito, muito próximo de ser campeão da América com salários atrasados e impeachment do presidente. O Grêmio é o brasileiro mais forte da Libertadores nos últimos anos.

Ainda tem São Paulo e Corinthians querendo resgatar seus tempos de glória. Todas essas equipes têm grandes torcidas, grandes faturamentos – apesar de enormes dívidas também – e podem sim beliscar títulos e ser competitivos, claro.

A questão é que cada vez mais a disputa se torna díspar. Equilíbrio econômico e organização fora de campo se transforma em superioridade financeira e a possibilidade de contratar jogadores melhores e treinadores conectados com o que está acontecendo no futebol mundial.

No Brasil a diferença também começa a ser vista às claras na estrutura: o Flamengo construiu rapidamente seu CT e enche o Maracanã. O Botafogo, por exemplo, um clube gigante e rival tradicionalíssimo do rubro-negro, não consegue nem metade da lotação de seu estádio de média e tem uma estrutura limitada. A Série B em 2021 será mais um golpe duro nas finanças e o ânimo do torcedor.

Por isso é preciso que todos os clubes, desde os gigantes que ainda estão lá em cima, os grandes que estão claramente em um pelotão inferior e até agremiações tradicionais e em ascensão (como Athletico e Bahia) estudem formas construtivas e permanentes para se manter competitivos. Uma solução é olhar para a base com todo o carinho.

Fonte - Luana Biral

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