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Sabado, 27 de Fevereiro de 2021

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Se o discurso da esquerda não mudar, Bolsonaro tem sérias chances de reeleger sim - Por Geovani Berno

No entanto, somos seres movidos a política e observando fatos de um passado recente e atuais, a escrita foi inevitável.
Terça-Feira, 09 de Fevereiro de 2021 - 08:25

Meus amigos, havia me prometido não escrever sobre política em minhas colunas e observações, até para me resguardar, tendo em vista que não sou um analista. No entanto, somos seres movidos a política e observando fatos de um passado recente e atuais, a escrita foi inevitável.

Lembro que Lula, por exemplo, tentou a presidência do Brasil por quatro vezes. Nas três primeiras não obteve sucesso. Por quê? Pois era um homem raivoso da esquerda, lutando contra “tudo isso que aí está”, sem, no entanto, apresentar uma proposta, uma ideia de país melhor.

Eis que surge Duda Mendonça em sua vida e propõe (isso na quarta eleição) uma reformulação. Não só da pessoa do Lula, mas do partido em si. O discurso muda para tons mais suaves. O então candidato repagina o visual e começa a apresentar propostas para o país entre elas reforma administrativa, previdenciária, financeira, acabar com a corrupção e com “tudo o que está aí”.

Pois bem, deu certo! O povo brasileiro comprou a ideia mais moderada. Enquanto presidente melhorou muita coisa. No entanto, as reformas tão propaladas nunca, nuca saíram do papel, pois vendeu o governo ao “centrão” e teve de lotear o governo para poder governar. E adeus reformas e dá-lhe corrupção, que não vou entrar no mérito para não “chover no molhado”.

Pois bem. Tudo até andava bem, até que surge um cara que resolveu “peitar” o que estava estabelecido, sendo “contrário a tudo o que estava acontecendo” com o país e falando aquilo que o povo brasileiro queria e precisava ouvir. Um novo país, sem corrupção, salvar a Petrobras, as famílias, acabar com o politicamente correto etc, etc, etc...E assim aconteceu.

Dois anos após sua eleição, Bolsonaro para poder governar vende sua alma ao “centrão” também. E pela sua língua afiada acaba por falar coisas que um presidente jamais deveria expor em público (“eles querem a nossa hemorróida”, só para ficar em um exemplo) e não está conseguindo fazer as reformas tão propaladas.

Agora chego ao ponto que desejo para expor minha teoria. A classe média e pobre está sofrendo demais com a pandemia (perda de renda, empregos e inflação mascarada) e começa a se insurgir contra seu líder a quem confiaram.

São “apenas” contra o Bolsonaro. Isso não basta para atrair olhares e votos em 2022. É preciso mais. É preciso reflexão e a construção urgente em cima de um nome de um discurso moderador e que possa ser visto como alternativa a “tudo isso que está aí”.

Quem não lembra do nosso ministro da economia afirmando em rede nacional que se o dólar chegasse à cinco reais “algo de muito errado estaria sendo feito”. Pois bem, está batendo às portas dos seis reais e ninguém se insurge contra isso? Um quilo de carne custar 40 reais? Gasolina a cinco reais o litro? Mas quando era “somente” um deputado o Bolsonaro soube fazer discurso demagógico criticando a política de preços da Petrobras (tenho o vídeo para provar), mas quando assumiu jamais fez algo para mudar.

Enfim, se os contrários a tudo isso que está aí não se unirem em torno de algum nome e não construírem um discurso plausível, uma proposta de mudança para o país, pode esquecer. Bolsonaro será reeleito. Vocês têm 18 meses para isso senhores.  

Fonte - Geovani Berno

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