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Segunda-Feira, 01 de Março de 2021

Livre

Lenha na fogueira: ODOIÁ BAHIA

O motivo da renúncia segundo o Mestre, foi porque alguns integrantes da escola não concordaram com os nomes indicados por ele para assumir cargos na diretoria da Vermelho e Branco.
Quarta-Feira, 03 de Fevereiro de 2021 - 11:23

Meu parceiro e amigo Waldemir Pinheiro da Silva – BAINHA me acordou na manhã de ontem 2, lembrando o que consideramos nossa obra prima musical.


Acontece que ontem dia 2 de fevereiro, dia de Yemanjá, o samba enredo de nossa autoria "ODOIÁ BAHIA" completou 48 anos de sua composição.


Foi nossa primeira parceria e aconteceu no ano de 1973. Acontece que certo dia do mês agosto, encontrei o Bainha 'jururu' no Bar do Casimiro e procurei saber o que estava acontecendo. Ele me mostrou uma carta, endereçada a diretoria da Escola de Samba Os Diplomatas renunciando o cargo de presidente da Escola que ele ajudou a criar em 1958.


O motivo da renúncia segundo o Mestre, foi porque alguns integrantes da escola não concordaram com os nomes indicados por ele para assumir cargos na diretoria da Vermelho e Branco. Diante da rejeição da "máfia", que atuava e continuou atuando por muito tempo na escola, Bainha optou, não só por deixar a presidência, mas, de ser sócio da agremiação.


Diante disso, me aproveitei da situação e o convidei para ingressar na Escola de Samba Os Pobre do Caiari, da qual sou um dos fundadores e mais, se ele aceitaria ser meu parceiro no samba enredo para o carnaval de 1974 e também, ser o Mestre de Bateria da escola. Ele ficou assim meio receoso, pois a rivalidade entre as duas agremiações e seus brincantes era muito acirrada.


Para acabar com o receio do Bainha o levei até a residência da Professora Marise Castiel e ela então, formalizou oficialmente o convite para ele assumir a Bateria da Caiari.


Dona Marise já havia me passado o material (um bocado de livro) sobre as tradições do povo baiano e seus costumes, inclusive a culinária. Então, já com uma parte do samba pronto, me sentei com o Bainha no Bar do Gaúcho, que ficava na Esquina da Joaquim Nabuco com a 7 de Setembro e na presença do Neguinho Menezes e do Haroldo (um jovem que tocava surdo), concluímos o Samba "Odoiá Bahia".


Depois de aprovado pela Dona Marise sem nenhum corte, passamos a ensaiar com a Bateria já sob o comando do Mestre Bainha. Isso foi no mês de agosto de 1973. O desfile é claro foi no ano de 1974.


Com um detalhe, o Enredo Odoiá Bahia pesquisado por Marise Castiel, deu o título a escola de samba Os Pobres do Caiari conquistando a Nota DEZ em todos os quesitos.


Esse samba, também nos deu o título de Vencedores do 1º Festival de Música de Porto Velho – Uma realização dos Diários Associados (Jornal Alto Madeira). No festival concorreram músicas de vários ritmos e o nosso samba ficou com o 1º lugar.


A segunda parte da letra conta com os seguintes versos:


Dia 2 de fevereiro, os Saveiros vão pro mar; Vão prestar sua homenagem, A Rainha Yemanjá.


Por isso Bainha lembrou do samba na data de ontem. Dia 2 de fevereiro é feriado na Bahia.


O samba Odoiá Bahia, é cantado até hoje em qualquer roda de samba que acontece em Porto Velho. Obrigado Rainha Yemanjá.


A história completa desse enredo e do samba, contei em outra ocasião. Veja o link.

Ontem não publiquei a coluna por motivos particulares. Não tem nada a ver com a COVID, foi porque não deu mesmo. Obrigado pelas mensagens de preocupação com a minha saúde!


Deus no comando!

Fonte - NewsRondonia

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