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Sabado, 06 de Março de 2021

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Em decisão polêmica e devastadora, falsos sem-terra ameaçam ocupar RESEX JACUNDÁ nesta terça 2

A atuação do Sindicato Rural, 'segue meios oficiais', disseram os mesmos interlocutores sobre o episódio.
Segunda-Feira, 01 de Fevereiro de 2021 - 17:16

Candeias do Jamari, RONDÔNIA - Numa decisão polêmica, pela primeira vez na história da 'indústria da invasão' de terras da União, migrantes de outros pontos fora do Estado, se unem para tomar, por sua conta e risco, a Reserva Federal Jacundá, no Distrito de Vila Nova Samuel. 

De acordo com produtores vinculados ao Sindicato Rural Patronal e a Associação de Agricultores da Vila Nova Samuel, 'o pessoal que quer invadir a RESEX Jacundá é o mesmo que ocupou, ilegalmente, lotes já cortados pelo INCRA e que os vendeu a fazendeiros e madeireiros vindos de Itapuã, Ariquemes e Ji-Paraná'. 

Segundo revelaram - sob a condição de não terem as identidades reveladas -  'pelo menos 15 milhões de árvores ainda em pé da RESEX Jacundá e do entorno correm o risco de serem arrancadas e vendidas, ilegalmente, nos mercados interno e externo já beneficiadas e distribuídas a exportadores de madeira.'

Sobre o assunto, a Reportagem entrou em contato com a assessoria da Presidência da 17ª Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Márcia do Nascimento, sendo informação sobre a possibilidade da RESEX e lotes já cortados da reforma sendo invadidos nas primeiras horas da manhã dessa terça-feira (2). Ela recebeu nomes, quantidade de pessoas, meios de locomoção e de comunicação através de aparelhos de rádio satélite para monitorar o deslocamento de equipes da Polícia Federal, ICM-Bio, IBAMA, do INCRA e do Batalhão Ambiente Ambiental (BPA), este sob o comando do Major Glauber Souto. 

Conforme fontes anônimas do Sindicato de Produtores Rurais, com sede na cidade de Candeias do Jamari, 'escrevam aí, que, a Executiva Estadual e Municipal desta, não aprova esse tipo de operação clandestina que envolve usurpação de bens da União, do Município ou do Estado'. A atuação do Sindicato Rural, 'segue meios oficiais', disseram os mesmos interlocutores sobre o episódio. 

O esquema contaria com apoio fechado ao menos seis meses tirado durante a ocupação de áreas de preservação ambiental e mineral da Linha 21 (Popular Travessão 21), na divisa da Vila Nova Samuel com o município de Itapuã do Oeste. 

Toda a movimentação dos invasores, muitos dos quais já identificados e presos durante operações conjuntas do IBAMA, ICM-Bio e Policia Federal, 'montaram quartel general em um boteco da Linha 35, à altura do quilômetro 7,5´, imóvel ligado a uma mulher acusada de vender de Notas Fiscais e/ou Guia de Transporte e Documento De origem Florestal (DOF)', revelaram as fontes.

Ao menos 35% dos potenciais invasores fazem e/ou faziam uso de tornozeleira eletrônica e, atualmente, estariam sendo financiados por supostos grupos econômicos e políticos da região. Contariam nessa empreitada, desta feita, 'integrantes de movimentos isolados fora do eixo da Liga dos Camponeses dos Pobres (LCP), do MST e/ou sobreviventes do extinto Movimento Camponês Corumbiara (MCC). 

A tentativa de invasão da RESEX Jacundá prevista para essa terça-feira (2), de acordo com analistas ambientais e agrários de caráter independentes, 'segue o mesmo modus operandi praticado em ao menos em outras 13 reservas do Vale do Jamari, especialmente, dos municípios do Vale do Anari, Cujubim e Machadinho do Oeste'. 

Segundo informaram, 'no caso da RESEX Jacundá e do PAF Jequitibá, o interesse fim é o os invasores, provavelmente, atuando em nome de terceiros, é o de extraírem madeiras, ilegalmente, e as venderem dentro do Estado, a conglomerados industriais do Sul e Sudeste e destes para europeus, norte-americanos, mundo árabe e chinês'. 

- Coisas de Rondônia e do Brasil dentro da polêmica preservação e conservação do que ainda resta de florestas em pé na Amazônia Brasileira, afirmam os analistas em questão. 

No caso atual, antes mesmo de acontecer à suposta ocupação da RESEX Jacundá e do PAF Jequtibá, a informação que corre solta nos botecos da Linha 35, do quilômetro 7,5 da Vila Nova Samuel, 'é que eles podem estar contando, sim, com apoio logístico de integrantes da poderosa indústria da invasão, vez que usariam rádio satélite para monitorar a fiscalização, entre apenados do setor madeireiro e/ou de novos movimentos camponeses, que não os temidos LCP e MST', revelaram eles. 

NOVO CASO - Na outra ponta da linha, decisão polêmica, por sua vez, ameaça mais de 70 famílias de pequenos agricultores posseiros com despejo no município de Vilhena, a 670 quilômetros da Capital Porto Velho. Segundo consulta no portal da Justiça Estadual, no último dia 18 de janeiro de 2021, a Juíza da Segunda Vara Cível do município contrariou recomendação do MPF (Ministério Público Federal) e autorizou o despejo de 70 famílias de pequenos agricultores ocupantes de terra pública dos Lotes 62, 63 e 64 da área da antiga Fazenda Vilhena.

Fonte - NewsRondonia

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