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Quinta-Feira, 04 de Março de 2021

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Avanço da covid-19 em Porto Velho pode ser resultante da 'cepa' do vírus encontrada em Manaus

A Sesau respondeu o questionamento da reportagem, e disse que no estado existem leitos que não estão em funcionamento por falta de médicos.
Quinta-Feira, 28 de Janeiro de 2021 - 17:52

No sábado (23) o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB/RO) e governador Marcos Rocha (sem partido) declararam que o sistema de saúde de ambos “os poderes administrativos” havia entrado em colapso. Sem leitos de Unidade de Terapia Intensivos (UTI) pacientes já no domingo (24) começaram a ser enviados para outras federações.

Como informado pela própria Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) cerca de 90 pacientes aguardavam transferência, isso no início da semana. Alguns por vontade própria seguem de avião cedido pela aeronáutica. O governo diz que vem enfrentado resistência, a maioria dos doentes se nega a viajar. Nestes casos, de acordo com o gestor da (Sesau) Fernando Máximo, a pessoa ou familiar assina uma declaração de responsabilidade.

Uma publicação feita pela BBC Brasil nesta quarta-feira (28) mostra o problema da saúde pública em Rondônia e expõe a falta de leitos nos hospitais, que estaria ocorrendo já ao menos 2 semanas.

A Sesau respondeu o questionamento da reportagem, e disse que no estado existem leitos que não estão em funcionamento por falta de médicos.

“Existe uma unidade com 30 leitos de UTI, 25 deles estão ocupados, outros montados e equipados, mas sem funcionamento, não temos médicos”. A pasta tem convocado profissionais, porém tem encontrado resistência pelos profissionais.

Atualmente os leitos de UTI estão 100% ocupados, o restante, 79,8% são leitos clínicos se aproximando da máxima. Na resposta a Sesau confirma que a transferência de pacientes para outros estados continuam.

Pesquisadores apontam atual situação em Porto Velho, com a possibilidade da variante do coronavírus encontrada em Manaus já se fazer presente em Rondônia. “A cepa viral segundo pesquisadores é mais transmissível, ela pode ter contribuído em partes para o recente colapso no sistema de saúde do Amazonas”, disse pesquisadores. A nova linhagem já pode ter chegado a outros estados brasileiros.

No caso de Porto Velho, a proximidade com Manaus, e [nenhuma conduta de segurança tomada pelo governo do Estado e município] de Porto Velho para frear a vinda de passageiros do Amazonas para capital, é um circunstancia que pode ter ajudado a propagar o problema. “Houve muitos relatos de pessoas que chegaram aqui em Porto Velho com a suspeita da Covid-19. Isso aumenta a possibilidade de essa cepa diagnosticada no Amazonas. Isso pode ter piorado a situação”, explica o enfermeiro Régis Georg que está na linha de frente no combate à doença.

Porém, somente análise genética deverá comprovar se de fato a nova cepa do coronavírus já estaria circulando em Porto Velho. O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz Amazonas, Jesem Orellana, aponta que os Estados vizinhos tem características em comum correlação ao atual cenário da pandemia comprovado em Manaus. 

Fonte - NewsRondonia

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