Covid-19 paralisa manutenção e impede retomada de turbinas na hidrelétrica de Santo Antônio em Porto Velho

Quarta maior usina do Brasil, a Santo Antônio, em Porto Velho, está com quatro turbinas paralisadas
Quinta-Feira, 28 de Janeiro de 2021 - 10:47

BRASÍLIA - Depois de afetar diretamente a construção de novos projetos do setor elétrico, a pandemia do coronavírus passou a comprometer diretamente o cronograma de manutenção de grandes usinas no País. A quarta maior hidrelétrica do Brasil, a usina de Santo Antônio, em operação em Porto Velho (RO), está com quatro turbinas paralisadas, por causa da impossibilidade de prestação de serviços de manutenção imposta por medidas de prevenção contra a covid-19.

Até o dia 11 de janeiro, a concessionária registrava 98 funcionários diretos com covid-19 e outros 128 prestadores indiretos de serviço que também tinham contraído o vírus. Sete trabalhadores foram internados em UTI e um morreu.

Em carta encaminhada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a empresa informou que tem tomado medidas para enfrentar a pandemia e preservar a saúde dos funcionários, mantendo a operação da usina. Dada a situação atual, porém, não é possível realizar o trabalho nessas máquinas.


A usina de Santo Antônio, em operação em Porto Velho (RO), está com quatro turbinas paralisadas. 
Foto: Divulgação / Estadão

No início de janeiro, a empresa detectou, durante inspeção de rotina em suas turbinas, um forte vazamento de água pelas juntas de quatro das 50 máquinas da hidrelétrica. Segundo a companhia, como não há possibilidade de realizar o monitoramento seguro quanto a um possível rompimento de talas dos equipamentos, o que poderia inundar a casa de força dessas turbinas, a empresa optou por desligá-las.

"A Santo Antônio Energia tem mantido constante acompanhamento da criticidade da pandemia em Porto Velho para que possa retornar com suas equipes de manutenção tão logo haja possibilidade, entretanto, como as condições ainda não são favoráveis, essa intervenção não deverá ocorrer nos próximos dias", informou a empresa à Aneel.

A expectativa é de que as correções sejam feitas "somente quando as condições da pandemia causada pelo covid-19 permitirem o retorno das equipes de manutenção". A previsão é que isso ocorra ainda no primeiro trimestre do ano, segundo o diretor-presidente da concessionária, Roberto Junqueira Filho.

Por meio de nota, a Santo Antônio afirmou que "os possíveis riscos à estrutura mencionados nas cartas enviadas à Aneel se referem, única e exclusivamente, aos componentes de 4 unidades geradoras", ou seja, sem riscos de afetar a barragem da hidrelétrica.

"A SAE (Santo Antônio Energia), mesmo frente às dificuldades relacionadas à pandemia de covid-19 que afeta milhões de brasileiros e, também, dificulta as manutenções de rotina dos equipamentos da UHE (usina hidrelétrica) Santo Antônio, não mediu esforços para mitigar os riscos de sinistros e preservar a estrutura das unidades geradoras."

Segundo a empresa, as quatro máquinas estão inoperantes desde julho de 2020, por causa de restrições hídricas durante o período mais seco do Rio Madeira. "Por esse motivo, a companhia pleiteia junto à Aneel para manter as 4 unidades geradoras inoperantes enquanto não houver a possibilidade de realizar a manutenção dos equipamentos. A Santo Antônio Energia ressalta ainda que não há qualquer risco ao funcionamento da usina como um todo."

Fonte: TERRA

Fonte - terra.com.br

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