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Segunda-Feira, 01 de Março de 2021

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CÂNCER DE BOCA - O melhor tratamento é o diagnóstico precoce

Confira!
Segunda-Feira, 18 de Janeiro de 2021 - 15:25

O câncer de boca acomete de forma mais significativa homens brancos acima de 40 anos que tem fatores de risco como tabagismo, exposição aos raios UV entre outros fatores.

Entrevistador: Porque esse paciente procurou vocês?

Ele nos procurou (encaminhado) porque estava com uma lesão no lábio inferior que apareceu há quase 6 meses e não sumia. Essa lesão era uma espécie de placa branca que na linguagem em saúde chama-se LEUCOPLASIA. Ele achava que tal lesão estava relacionada com a COVID-19, pois logo após ter sido positivado, a lesão se manifestou.

Entrevistador: E como vocês fizeram o diagnóstico?

Como a lesão tinha todo esse tempo de evolução e não havia desaparecido, e levando em consideração as características do paciente propusemos a realização de biópsia incisional e exame anatomopatológico realizado pelo Dr Arlindo Aburad do Laboratório de Patologia Bucal em Cuiabá. Após análise anatomopatológica, veio o diagnóstico de carcinoma in situ.

Entrevistador: Você citou que ele tinha fatores de risco. Quais eram eles e no que eles influenciam?

Na anamnese (entrevista de saúde) o paciente nos relatou que havia trabalhado na agricultura desde muito jovem e também como caminhoneiro por alguns anos. Nesse tipo de atividade laboral o corpo de maneira geral, especialmente o lábio inferior, ficam expostos diariamente aos raios solares que contém radiação ultravioleta, e estas, alteram o DNA das células e consequentemente sua divisão. Por conta disso podem causar esse tipo de alteração.

Entrevistador: O que é a biópsia e exame anatomopatológico?

Biópsia é o ato de remover um pedaço da lesão para a obtenção do diagnóstico ou da lesão inteira (depende de cada caso, tamanho da lesão e outras características. Já o exame anatomopatológico ou histopatológico é o estudo microscópico que o patologista geral ou bucal (nos casos das lesões de boca) faz para dar o diagnóstico final.

Entrevistador: o que é carcinoma in situ?

Carcinoma in situ é um câncer em fase inicial, que está situado somente no tecido epitelial (tecido de revestimento - nesse caso no lábio inferior). A boa notícia é que se removido rapidamente e de maneira adequada, essa lesão não apresenta a possibilidade de ter recidiva. No tecido epitelial não temos irrigação sanguínea porque os vasos (artérias e veias) estão no tecido abaixo (tecido conjuntivo). Sendo assim, estando no epitélio, não tem a possibilidade de a célula neoplásica entrar na corrente sanguínea e se alojar em outro local do corpo.

Entrevistador: se o paciente tivesse demorado mais tempo para procurar atendimento, o que poderia ter ocorrido?

Essa lesão poderia ter invadido o tecido conjuntivo abaixo do epitelial tornando-se invasivo e se uma célula entrasse na corrente sanguínea, geraria metástases (formações de novas lesões em órgãos diferentes),com isso ele teria que ser submetido a uma avaliação mais minuciosa com um oncologista para pesquisar a possibilidade de outros focos de lesão. Dito isso, a maior mensagem que deve ficar em tudo isso é que qualquer lesão que aparece na boca em que não cicatrize após 10 a 15 dias, um profissional especializado deve ser consultado para um diagnóstico, pois o diagnóstico precoce é o melhor tratamento.

Entrevistador: qual foi o tratamento que foi proposto no caso desse paciente?

Propusemos a realização de uma vermelhectomia associada a biópsia por congelação transoperatória. Vou explicar. Vermelhectomia é a remoção do vermelhão do lábio (do epitélio) alterado. A biópsia por congelação é uma técnica de estudo imediato da peça (lesão) durante a cirurgia, onde o patologista pode estudar se a lesão foi removida por completo, dando maior segurança e previsibilidade no tratamento do paciente.

Entrevistador: o que vocês consideram mais importante no caso desse paciente?

O reconhecimento da alteração e o encaminhamento para avaliações especializada realizada pelos Drs Joris Zanella e Jorge Dalla Vechia.

 

Cirurgiões Bucomaxilofaciais

Fabricio Guimarães de Souza

Cirurgião Dentista especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial

Médico - Clínico Geral

Moacyr Tadeu Vicente Rodrigues

Cirurgião Dentista especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial

Mestre em Estomatologia

Arlindo Aburad

Cirurgião Dentista especialista, mestre e doutor em Patologia Bucal

Jorge Dalla Vecchia

Cirurgião Dentista especialista em Implantodontia

Joris Zanella

Cirurgião Dentista especializando em Implantodontia

Fonte - Newsrondonia

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