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Segunda-Feira, 25 de Janeiro de 2021

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Coluna do Simpi: A economia em 2021

No Brasil, muitas empresas quebraram, o desemprego chegou a 14% e o poder aquisitivo diminuiu.
Terça-Feira, 12 de Janeiro de 2021 - 17:07

Pela primeira vez na história, em 2020, todos os países e setores pararam ao mesmo tempo, gerando preocupação e pessimismo. Mas, foi também a primeira vez que as nações agiram rápido e ao mesmo tempo. “Juros foram reduzidos e foi injetada liquidez. O resultado foi surpreendente: uma recuperação em V com retomada forte na maioria dos países. No Brasil, a recessão de 9% projetada pelo FMI anteriormente deve ficar em torno de 4,5%”, avalia Roberto Padovani economista-chefe do Banco BV, em entrevista ao programa “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”.

No Brasil, muitas empresas quebraram, o desemprego chegou a 14% e o poder aquisitivo diminuiu. Para o primeiro trimestre de 2021, com o fim do auxílio emergencial, a sensação será a de caminhar para trás, avalia Padovani. “Teremos menor crescimento, menos gasto público, desemprego elevado e dívida pública alta, tornando o ambiente incerto”, afirma.

Para o setor do agronegócio brasileiro, será positivo, garante o economista, devido à combinação de preços internacionais favoráveis, câmbio desvalorizado, juros baixos e produções recordes. “Já vivemos ambientes confusos com taxas reais negativas, mas este talvez seja o primeiro momento na história que temos alguma estabilidade política e econômica ao mesmo tempo. O ano começa ruim e melhora gradualmente”, avalia. Serão beneficiados o mercado imobiliário, o de bens duráveis, de eletroeletrônicos, de automóveis e outros setores expostos a crédito, frisa. Para Padovani, com a vitória de Biden nos Estados Unidos, as tensões geopolíticas globais tendem diminuir em um contexto de muito dinheiro circulando.

O cloud computing, também conhecido como computação em nuvem, é a tecnologia que permite uso remoto de recursos da computação por meio da internet. Com a possibilidade de hospedar sem limites programas e informações de toda origem. Assim, o usuário pode acessar por meio de qualquer computador, tablet ou telefone celular, sem a necessidade de conexão a um servidor local. Essa tecnologia existe há bastante tempo, o que mudou foi a acessibilidade, explica Adriano Filadoro, diretor-presidente da Online Data Cloud, uma consultoria com 25 anos de mercado e infraestrutura própria que, nos últimos 15 anos, oferece também o serviço de cloud. “Sempre foi um privilégio das grandes empresas este recurso, mas com o passar do tempo, ficou mais barato e acessível a todos. Hoje, há muitos prestadores no mercado com infraestrutura nacional, qualidade, escalabilidade e o mais importante, indexado em real e não em dólar como as grandes nuvens”, afirma.

Para uma empresa, seja ela pequena, média ou grande, migrar seus dados para a nuvem significa organização e estratégia, explica Filadoro. “É possível entender o perfil e o comportamento dos clientes para prever ações e criar estratégias de sazonalidade ou se antecipar à concorrência. É a automatização de processos com foco no resultado, utilizando a tecnologia para ficar mais perto do cliente”.

Desde o último dia de 23 dezembro, todos os microempreendedores individuais (MEI) passaram a contar com mais uma facilidade para participar de processos licitatórios do governo federal. Para se cadastrar como prestador de serviços, o MEI não será mais obrigado a fornecer os dados da certificação digital no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf). As compras públicas governamentais  movimenta R$ 50 bilhões com mais de 100 mil contratações. De acordo com o coordenador-geral de Empreendedorismo e Artesanato do Ministério da Economia, Fábio Silva, um dos gargalos no cadastramento era justamente a exigência do certificado digital, que não é obrigatório para o segmento.  A partir de agora não será mais exigido o certificado digital para os MEI. Quer se cadastrar? Veja aqui como fazer.  Mas se tiver dificuldade em fazer, no Simpi faz para você.

Declaração de rendimentos do MEI já começou

MEI, você  deve ficar atento. O período para a entrega da declaração anual já começou e pode ser realizado até  31 de maio. "Caso o MEI não faça a declaração no período regular, ficará sujeito a uma multa por atraso no envio da declaração, que será expedida pela Receita Federal". O empreendedor também deve examinar se, no ano de 2020, ultrapassou o seu faturamento em até 20%, para transmitir a Declaração Anual do MEI em janeiro e recolher o valor da multa do excedente, gerada na transmissão da declaração, além de proceder com a migração para microempresa e evitar recolhimentos retroativos. O prazo para o enquadramento vai até o dia 29 de janeiro. Se tem dificuldades em fazer sua declaração, procure o Simpi, lá faz para você.

Fonte - Simpi RO

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