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Segunda-Feira, 30 de Novembro de 2020

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Mercado erótico cresce no Brasil e atrai novos empreendedores

O crescimento do setor pode representar uma nova forma de ganhar renda extra com novos formatos de negócios como a venda direta.
Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2020 - 09:58

O mercado erótico traz inúmeras possibilidades tanto para quem quer curtir tudo o que ele oferece quanto para quem quer empreender. Você pode trabalhar como acompanhante e oferecer seus serviços através de um classificado online, por exemplo, como também pode virar dona (o) do seu próprio negócio e abrir um sex shop virtual.

O crescimento do setor pode representar uma nova forma de ganhar renda extra com novos formatos de negócios como a venda direta. Em 2019, a indústria erótica vendeu 9,5 milhões de itens por mês e faturou mais de R$ 2 bilhões, segundo dados da pesquisa feita pela Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico (Abeme). Ainda não há estimativas com relação aos números de 2020, porque muitas lojas físicas fecharam, mas em compensação as vendas online aumentaram consideravelmente.

A quarentena, provocada pela pandemia do novo coronavírus, impactou diferentes segmentos comerciais pelo Brasil. Muitos negativamente, mas alguns saíram lucrando com o distanciamento social. O mercado de produtos eróticos, principalmente o online, foi um dos beneficiados e pôde observar suas vendas serem impulsionadas no primeiro semestre de 2020.

Segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico (Abeme),divulgado em junho, os números surpreendem a maioria dos empresários do ramo. O levantamento aponta que entre março e maio deste ano, mais de 1 milhão de vibradores foram vendidos em todo o Brasil, o que representa um aumento de quase 50% em relação ao mesmo período do ano passado.

A professora e empresária Viviane Freitas, 49 anos, cansada da rotina de sala de aula, com o incentivo do marido e amigos resolveu abrir uma loja online de produtos eróticos no ano passado e viu seu negócio crescer em 65% no período da pandemia. “Sempre pensei em ter um negócio próprio, mas queria algo que eu consumisse. Aqui em casa, eu e meu marido somos adeptos dos sex toys. Estou ainda engatinhando, entendendo o mercado, aprendendo a lidar com redes sociais, mas está sendo bem prazeroso, até porque as vendas aumentaram muito na pandemia. Vendo de calcinhas sensuais aos vibradores mais tecnológicos”.

Além do e-commerce, que virou praticamente um pré-requisito de sobrevivência, as lojas têm apostado em outras abordagens. Há o "sex thru", por exemplo, em que os clientes encomendam os produtos e vão passam para buscar na loja, e o próprio WhatsApp, que virou um segundo marketplace. Os negócios também têm deixado kits com produtos variados na casa dos consumidores, que escolhem quais brinquedos vão querer adquirir e depois devolvem a mala com o que não for ficar.

E-commerce

O consumo online não para de crescer no Brasil, por isso alguns negócios digitais estão no radar dos empreendedores. De acordo com o relatório Webshoppers 40ª edição, publicado em 2019 pela Ebit|Nielsen, 36% dos brasileiros já são digital buyers (consumidores digitais). Além disso, o país tem o maior faturamento do e-commerce na América Latina, tendo alcançado a cifra de R$ 133 bilhões em 2018.

No total, o crescimento do comércio eletrônico foi de 12% no primeiro semestre de 2019, com 20% mais pedidos e R$ 65,2 milhões em vendas. Esses são apenas os números do e-commerce, sem contar outros negócios digitais como infoprodutos e produção de conteúdo online.

Esse contexto foi o que fez o estudante de moda, Roberto Silva, tirar do papel o projeto da butique de lingerie sensual. “Sempre tive um sonho: comercializar as lingeries sensuais que eu desenho em uma loja minha. Consegui colocá-lo em prática no início deste ano e com a pandemia a procura tem sido realmente grande. Já tive, inclusive, produto que esgotou em menos de 24h de lançado. Percebo que além das pessoas desejarem algo diferente do que encontram no mercado, elas também estão empenhadas em apimentar a relação”, relata o empresário.

Animado com o sucesso nas vendas e crescimento do negócio, Roberto já pensa em ampliá-lo. “Estou pesquisando o mercado de produtos eróticos como um todo e ele é bem amplo. A minha ideia é que até o início de 2021 eu já estarei comercializando também alguns sex toys. Atraindo pela lingerie, que é meu carro chef, posso também apresentar os brinquedinhos para quem não tem o hábito de comprá-los”, explica Roberto, entusiasmado.

Fonte - News Rondônia

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