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Pioneira em Vilhena, cozinheira de 71 anos não resiste à Covid-19 e morre após 18 dias entubada em hospital

30 anos atrás, Iraci foi atingida por um caminhão e precisou amputar perna
Quinta-Feira, 15 de Outubro de 2020 - 09:19

Faleceu na madrugada desta quinta-feira, 15, na “UTI Covid” do Hospital Regional de Vilhena, a cozinheira Iraci Querina de Souza. Ela tinha 71 anos e havia ficado 18 dias entubada, após ser diagnosticada com a Covid-19.

De acordo com uma filha de Iraci, após passar mal em casa, ela foi levada a um postinho e, de lá, encaminhada para o Hospital Regional. Depois de dois dias na enfermaria, passou para a UTI. Estava reagindo bem aos tratamentos, mas o quadro se agravou e veio a necessidade da entubação.

Pioneira em Vilhena, onde morava havia mais de 50 anos, conhecida por sua habilidade na cozinha, Iraci trabalhou em vários restaurantes da cidade, até que os filhos abriram um. “E aí é que ela passou a trabalhar até mais”, conta a filha, esclarecendo que nenhum dos parentes que tiveram contato com Iraci apresentou sintomas da doença.

A história de vida da pioneira era marcada por lutas. 30 anos atrás, quando voltava do trabalho no restaurante onde era empregada na época, foi atingida por um caminhão “toreiro” e precisou amputar uma das pernas. Mesmo assim, permaneceu trabalhando no que mais gostava.

O sepultamento de Iraci será hoje, sem velório, e com os familiares acompanhando a cerimônia à distância.

O óbito da cozinheira não foi computado no boletim da prefeitura divulgado ontem, quando duas mortes de pacientes também diagnosticados com a Covid-19 foram registradas.

Fonte - 010 - folhadosulonline

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