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PESSIMISMO EXAGERADO? Por nossas leis, só os policiais mortos é que cumprirão suas penas eternas

PERGUNTINHA: Você concorda ou discorda com a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que mandou soltar um dos maiores traficantes de drogas do país por questões técnicas não cumpridas para manter o criminoso preso?
Terça-Feira, 13 de Outubro de 2020 - 07:56

Não há como esconder a triste realidade. Seria um engodo ficar fazendo voltas, evocando legislações, buscando termos jurídicos, contando histórias como as do incrível e inesquecível personagem Rolando Lero. Há que se ser claro, para não dar um atestado de ignorância ao nobre leitor. Portanto, a verdade: as únicas e reais punições no episódio em que dois policiais militares de Rondônia foram brutal e covardemente assassinados, poderão ser, apenas, das vítimas. Elas sim, estão nas suas covas e suas famílias sentirão, junto com elas, a eternidade da injustiça. Exagero? Vamos pensar e olhar a vida como ela é, para termos certeza absoluta do que pode acontecer. Vejamos: mesmo quando presos – e o serão, mais dia, menos dia – os assassinos terão tantos benefícios legais que, repete-se, a única verdadeira condenação será a que atingiu as duas vítimas. O que terão os facínoras, quando presos e julgados? Em primeiríssimo lugar, algo que nem os mortos e nem suas famílias tiveram: apoio integral das comissões de direitos humanos. Silêncio total sobre a brutalidade, mas barulho e alvoroço nos discursos em defesa dos direitos dos matadores.Numa eventual audiência de custódia, poderiam os bandidos dizerem ao juiz de plantão que foram ofendidos ou até agredidos pelos seus captores. Não haveria necessidade de nenhuma prova. É a palavra do criminoso que vale. Quem sabe eles não sairiam dali mesmo para as ruas? É impossível?

Depois, como certamente serão condenados, eles terão progressão de pena. Serão beneficiados com saidinhas nos feriados, como Dia dos Pais e Dia das Mães, Natal e Ano Novo. Enquanto as famílias dos mortos chorarão pelo resto das suas vidas, com saudades de ao menos abraçar seus entes queridos, os assassinos terão direito a visitas íntimas nos presídios, como se merecessem  um prêmio pelos crimes cometidos. Tem mais: caso tenham contribuído para a previdência, enquanto presos, suas famílias receberão o auxílio-reclusão. Terão remissão de pena, caso trabalharem (isso todos duvidam que esse tipo de bandido vá fazer!) e por lerem livros na cadeia. Viverão protegidos pelos representantes dos direitos humanos dos criminosos e, não se pode duvidar que a Comissão de Direitos Humanos da ONU possa vir visitar o presídio e emitir uma nota de repúdio contra o governo, pelas condições do cárcere, para os pobres coitados. A cereja do bolo chega agora: lá na frente, um ministro do STF, por questiúnculas jurídicas, pode mandar soltar os facínoras, alegando que os direitos deles foram desrespeitados. Pessimismo? Extremismo? Pode até ser. Mas que tudo isso que se escreveu aqui é real e pode acontecer, não há dúvida. Não são as nossas leis? A única coisa que não vai ocorrer é a ressurreição dos mortos. Eles ficarão eternamente onde estão. Seus matadores não. Eles vão ter vida longa!

REINTEGRAÇÃO, ARMAMENTO E TÁTICAS DE GUERRILHA

Na reintegração de posse da Fazenda NorBrasil, em Mutum Panará, local de acampamentos da Liga dos Camponeses Pobres e onde ocorreram os assassinatos de dois PMs, foram feitas apenas constatações do que todos os que conhecem o grupo já sabiam (incluindo-se aí a própria polícia, que já detinha inúmeras informações sobre o perigo que a LCP representa): foram apreendidas várias armas, algumas de grosso calibre, muita munição, coletes a prova de balas, sistema de internet improvisados no mato, placas de energia solar e outras coisas, que a PM chamou de “materiais de guerrilha”. Pelo menos 500 membros da Liga foram retirados da área, mas a tática é simples: em pouco tempo eles estarão de volta, colocando crianças e mulheres grávidas à frente. O proprietário da fazenda terá que recomeçar, então, outro longo e caro processo de reintegração, até que consiga retirá-los. E depois, tudo recomeça... Foram presos também sete suspeitos de envolvimento na morte dos policiais, mas, ao menos por enquanto, não há mais detalhes oficiais do caso. Repita-se, para que ninguém faça de conta que não sabia: a LCP usa táticas de guerrilhas, tem armamento pesado e está preparada para confrontos, se necessário. Ficou bem claro ou é necessário que se desenhe?

VÍRUS: NEM TUDO SÃO MÁS NOTÍCIAS NA COVID 19

Não há apenas más notícias em relação ao coronavírus. Pelo menos três personagens importantes que fazem a história da nossa Capital e do nosso Estado, superaram a doença, todos lutando muito pela vida. Um deles, ao menos, sobreviveu quase como por um milagre. O caso mais grave foi o do promotor de Justiça Héverton Aguiar. Ele foi acometido por uma forma extremamente agressiva da Covid. Em estado gravíssimo, quando chegou a perder até 70 por cento dos seus pulmões, teve que ser transferido às pressas para São Paulo, onde, depois de mais de um mês de uma longa batalha pela vida, começa, enfim, a sair da UTI e pode voltar para sua casa, sua família e amigos em breve, embora ainda tenha que passar por muitas sessões de fisioterapia. Outro, foi o empresário Gilberto Scheffer, diretor da RIMA, empresa aérea que orgulha a todos os rondonienses. Gilberto começou a sentir a doença quando estava em Brasília. Internado, seu quadro piorou e teve que ir para a UTI, embora não tenha precisado passar por entubação. Ficou pelo menos duas semanas correndo risco, até que, no último final de semana, teve alta do hospital e está voltando a Rondônia. O terceiro personagem foi o secretário da Emdur, Thiago Tezzari, muito querido na sua cidade e competente profissional. Por fazer parte de grupos de risco, Thiago chegou a preocupar a todos, mas depois de 16 dias de quarentena, em casa, foi considerado livre da doença. Em nome deles, a coluna saúda os quase 61 mil rondonienses que passaram pelo vírus e sobreviveram. E obviamente, lamenta as cerca de 1.400 mortes.

MULETAS E SANTANA CONTRA GONÇALVES JÚNIOR, EM JARU

A boa administração do prefeito João Gonçalves Junior, o jovem tucano que veio do mundo empresarial para a política, o credencia na busca da reeleição. Mas ele terá pelo menos dois pesos pesados, bastante conhecidos na cidade, para enfrentar nas urnas, daqui a pouco mais de um mês. Um deles é o ex deputado Amauri dos Santos, representando a conhecida família dos Muletas. Sua cunhada, Cássia, é deputada atualmente e seu irmão, João da Muleta, também é ex deputado. Os Muleta se tornaram bons de votos e já dominaram a política da cidade durante muitos anos. O terceiro nome que vem para tentar chegar ao comando de uma das cidades de Rondônia que mais crescem, é o radialista e homem de TV Sebastião Santana, que tem uma linha editorial de programas populares, que o colocaram também como o tipo de homem de televisão que agrada ao povão, pelo tipo que criou. Amauri concorre pelo PTB e Santana pelo PRTB. Como não há pesquisas sérias sendo divulgadas, não há como se prever quem o jaruense escolherá em 15 de novembro.

POR ENQUANTO, CAMPANHA AINDA ESTÁ LONGE DE ESQUENTAR

Sem grandes novidades, além do horário eleitoral gratuito, os candidatos à Prefeitura da Capital começam a ocupar espaços na mídia, em entrevistas, sabatinas, conversas com jornalistas. A Rádio Parecis FM e a SICTV Record, assim como a RedeTV! e o SBT, deram início à série de espaços aos pretendentes. Será a única chance em que todos os 15 candidatos terão espaços iguais, já que no horário eleitoral gratuito o tempo é exíguo e dois dos concorrentes não têm direito a participarem. Nas primeiras apresentações, tudo igual como dantes, na terra da Abrantes. Praticamente todos os que já participaram dos programas, se postam como aquele que pode derrotar o atual prefeito. A tática de Hildon Chaves é falar no que já fez e em novos planos. Ainda não respondeu as críticas dos adversários, embora, no geral, ao menos até agora, elas tenham sido soft. Nos próximos dias, a campanha certamente vai esquentar e o palavreado também. Faltam 34 dias para o primeiro turno da eleição. Quem serão os dois finalistas?

A FOME GRASSA, MAS SÓ INTERESSA O FOGO NA AMAZÔNIA

A fome e a miséria tomam conta da Venezuela. Milhares de pessoas, em desespero, pedem ajuda também para comerem e receberem medicamentos. Correu o mundo foto de uma criança, tão esquálida, atingida pela fome, que se assemelhava a um dos sobreviventes dos campos de concentração nazistas, na Segunda Guerra. A ditadura impõe à população grande sofrimento, enquanto se mantém no poder na marra, com apoio de pelo menos 100 mil “conselheiros” cubanos. As Forças Armadas continuam impedindo qualquer avanço democrático. No Brasil e em alguns países que todos nós conhecemos, a esquerda, contudo, ignora essa tragédia. O tema principal são as queimadas na Amazônia, como se o atual governo estivesse incentivando a destruição da floresta, através de programas oficiais e não o contrário. Toda a culpa a Bolsonaro. Nenhuma crítica ao ditador Nícolas Maduro, que está destruindo seu país e seu povo. O Papa Francisco, por exemplo, não disse uma só palavra ao que está acontecendo ao povo venezuelano, mas fez questão de pedir o fim das queimadas da Amazônia e no Pantanal. Em nenhum outro lugar do mundo. Só na Amazônia. A ala que se autodenomina progressista (na verdade é socialista, mas não tem coragem de se chamar assim!), só fala em incêndios, invasões de terras, derrubadas. E só na Amazônia. A fome e a guerra contra o próprio povo, declarada pelo governo Maduro, ah!, isso não tem importância alguma. Será que todos os católicos vão aceitar isso assim, passivamente?

NÚMEROS DA COVID

A Organização Mundial de Saúde, aquela que diz uma coisa num dia, desmente no outro e volta a falar tudo de novo no outro, afirma agora que a queda no total de pessoas infectadas e mortas pelo coranavírus no Brasil é uma notícia positiva, mas que os números ainda são preocupantes e muito altos. Foi a mesma OMS que disse que só o isolamento total poderia conter o vírus, enquanto surgem novos estudos afirmando o contrário. A mesma instituição também, de quem os Estados Unidos se afastaram, pela forma política como ela conduziu a crise. Sobre o Brasil, a OMS não disse nenhuma novidade. Estamos mesmo vendo a queda da doença, embora também seja correto dizer que estamos longe de nos livrarmos dela. Em Rondônia, as oscilações continuam todos os dias, embora os números negativos continuem caindo constantemente. No domingo, por exemplo, tivemos apenas 128 novos casos e dois óbitos, um em Porto Velho e outro em Candeias do Jamari. Já a segunda-feira, no Boletim 208, os resultados foram bem mais positivos: apenas 23 novos casos e nenhuma morte. Os números atualizados são: 67.973 contaminados; 60.675 recuperados; 5.900 casos ainda ativos; apenas 168 internados. Outro número muito positivo: já tivemos 215.725 testes realizados.

PERGUNTINHA

Você concorda ou discorda com a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que mandou soltar um dos maiores traficantes de drogas do país por questões técnicas não cumpridas para manter o criminoso preso?

Fonte - Sergio Pires/NewsRondonia

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