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Na pandemia, um austero Miss Venezuela premia beleza sem improvisos

Villasmil e Parra, portadora da faixa da Regio Guayana (que englobava os estados de Bolvar, Delta Amacuro e Amazonas), sero coroadas na sexta-feira.
Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020 - 16:19

Entre aplausos gravados, Mariangel Villasmil, uma estudante de psicologia de 24 anos, foi premiada Miss Venezuela, na quinta-feira (24), em um concurso de produção austero, pré-gravado e sem público por causa da pandemia da Covid-19. Mariangel, uma morena de longos cabelos loiros, derramou algumas lágrimas de emoção ao conquistar o concurso de beleza considerado o maior show da indústria do entretenimento venezuelana, e que já exportou sete Miss Universo.

A representante do estado petroleiro de Zulia não foi coroada, nem recebeu sua faixa de Miss Venezuela, por causa do avanço da Covid-19 no país caribenho, com cerca de 70 mil infectados e 581 mortes, segundo dados oficiais. A pandemia do novo coronavírus forçou uma mudança no formato, "em conformidade com os regulamentos de saúde", como os apresentadores anunciaram repetidas vezes, e foi transmitido nesta quinta-feira, sem ser ao vivo.

Os nomes das vencedoras foram mantidos em segredo até quinta-feira à noite. Sem público pela primeira vez na história do concurso, Isbel Parra, estilista de 26 anos, agradeceu às câmeras após ser premiada com o Miss Internacional. Villasmil e Parra, portadora da faixa da Região Guayana (que englobava os estados de Bolívar, Delta Amacuro e Amazonas), serão coroadas na sexta-feira.

"Sem dúvida, a emoção está conosco, apesar das circunstâncias deste ano", disse Cynthia Lander, uma das apresentadoras e Miss Venezuela 2001. As 22 candidatas não posaram juntas, mas foram apresentadas em pequenas imagens na tela. Como no ano passado, nenhuma medida de candidata foi citada em uma aposta em um concurso com menos bisturi e dietas extremas, justamente o que caracterizou a "fábrica de misses" por muitos anos.

Não é a primeira vez que o Miss Venezuela sofre um revés. Em suas últimas edições, teve de se ajustar a um estilo mais austero, devido à crise que está levando o país a se aproximar do sétimo ano de recessão.

O evento, que serve de válvula de escape para muitos venezuelanos, esteve longe das grandes produções de anos atrás, quando foi organizado no Poliedro de Caracas, uma das plataformas mais importantes do país, com capacidade para 20.000 pessoas. Do Poliedro, foi para um modesto estúdio na televisão Venevisión, com capacidade para cerca de 200 pessoas.

Fonte - News Rondnia

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