Quinta-Feira, 10 de Setembro de 2020 - 16:54 (MINHA HISTÓRIA)

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Empresária conta sua trajetória movida pela coragem

Proprietária de uma rede de salões de beleza e representante de uma marca internacional - o foco agora é na filantropia


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Nascida em Taubaté, mais velha de três irmãos, a empresária Maria Eugênia Dickerhof sempre teve um perfil arrojado e desbravador. “A coragem é uma coisa que eu sempre tive e sempre me acompanhou e segue comigo, até hoje”. Aos 18 anos foi morar em São Paulo e se formou na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Seu primeiro estágio foi em Londres, o que motivou a sua carreira profissional e proporcionou vários aprendizados nesse sentido. “Um dia eu passei no Hyde Park Corner e pensei ‘acho que eu quero trabalhar aqui no Hilton hotel para ver como funciona’. Eu simplesmente entrei e falei que queria trabalhar lá sem ganhar nada, mas para aprender. Foi tão inusitado que me levaram para falar com o gerente geral do Hilton e eu consegui um estágio”, conta. Tempos depois, morou em Paris, onde também viveu boas experiências de trabalho e de vida, que deram base para começar a empreender.

Quando voltou para o Brasil, se casou e abriu uma escola, uma maneira de ter o seu negócio e, ao mesmo tempo, estar próxima dos filhos. Nesse meio tempo, trabalhou com eventos, e em um deles foi a responsável pelo cerimonial em São Paulo da festa em homenagem a margaret Thatcher em sua vinda ao País.

Depois de algum tempo, após morar em Berlim, de volta ao Brasil, já buscando um novo desafio, no seu segundo casamento, teve o seu terceiro filho. “Foi aí que eu entrei na Wolford, há 25 anos, e há 15 anos comecei minha rede de salões de cabeleireiro que eu tenho em alguns shoppings e hospitais, inclusive no Einstein e no Sírio-Libanês, o Shades Studio”, completa.

Na segunda separação conjugal, há cinco anos, decidiu que se dedicaria mais à família, já que tudo estava encaminhado profissionalmente. Contudo, o seu filho caçula foi diagnosticado com leucemia, o que mudou a trajetória da empresária. “Eu estava no Einstein - meu porto seguro, um dos melhores hospitais da América Latina, junto com o Sírio – e lá eu também tinha o meu salão. Eu pude ver, in loco, o que os pacientes e os acompanhantes passavam, e pude entender muitas coisas”. Nessa época ela contribuía com algumas instituições como Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), Casa Hope, GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) e Médicos Sem Fronteiras.

“Sou mantenedora da Abrale, uma sugestão minha é que as pessoas ajudem alguma instituição, nós começamos a fazer um trabalho muito bonito”. Todas as unidades do Shades Studio fazem gratuitamente cortes de cabelo e escova, para que os cabelos sejam doados e transformados em perucas para os pacientes oncológicos. “Esse é um trabalho muito bonito que a Abrale e o Shades Studio fazem, do qual eu tenho muito orgulho. E podem doar os cabelos em qualquer salão e pegar a peruca em qualquer unidade também”, acrescenta.

Sobre os planos para o futuro, a empresária enfatiza: “Agora eu quero me dedicar mais à filantropia”. Dickerhof também fala sobre a necessidade de estimular a doação de medula, que em São Paulo é realizada na Santa Casa. “Precisamos principalmente de doadores asiáticos, negros e pardos para o banco. Vamos ajudar o próximo, ajudar realmente quem está precisando. O que passou, passou. Se você ficar com o pé no freio, não sai do lugar”, finaliza.

Fonte: betini comunicação

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